Imobiliário e transportes registam maior número de reclamações de clientes

O Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC) registou mais de 300 reclamações no mercado do imobiliário e mais de 200 queixas no sector dos transportes. Os dois somam o grosso das demandas, adiantou o director adjunto da instituição, Gilberto Dilu

Segundo o responsável, que falava em entrevista à imprensa no final da 1ª Reunião do INADEC, que decorreu ontem em Luanda, só no sector do imobiliário as queixas mais frequentes são de natureza contratual, que interferem negativamente nos interesses económicos dos consumidores, como atrasos na entrega das moradias e entrega de imóveis inacabados.

Já no caso dos transportes, sublinhou, as reclamações mais frequentes relacionam-se com a assistência técnica e a venda de viaturas com problemas técnicos. No sector imobiliário, por exemplo, o responsável ressaltou o caso da empresa imobiliária Jefran, que registou um total de 362 denúncias, processo que está a ser mediado pela administração do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC). O sector das Telecomunicações é outro que regista diariamente reclamações, cuja média ronda as duas a três reclamações. Televisão a cabo e telefonia móvel são os subsectores das telecomunicações com mais insatisfação por parte dos clientes. Gilberto Dilu referiu ainda que outro sector que preocupa o INADEC é o da Educação, que já regista cerca de 80 queixas, principalmente nos colégios privados, com aumento vertiginoso das propinas.

Bens e serviços

Quanto a subida substancial de alguns bens e serviços, avançou que “do ponto de vista legal existem alguns produtos que estão comportados no âmbito dos preços livres. Neste caso, cabe ao agente económico praticar o preço que achar conveniente para o seu negócio, entretanto, neste caso o consumidor tem o direito de adquirir ou não o produto”, explicou. Além disso, prosseguiu, os produtos da cesta básica são os que ainda preocupam a instituição, por constarem na lista dos produtos com preços vigiados. Adiantou também que o Livro de Reclamações já permitiu o registo de uma subida vertiginosa em 90% das reclamações de diversas naturezas.

A 1ª reunião, que decorreu sob o lema “Órgãos de Defesa do Consumidor Unidos por um mesmo Objectivo”, visou transformar e melhorar o actual quadro das relações sociais e profissionais entre os órgãos cuja tarefa é protecção e defesa dos direitos do consumidor, além de harmonizar os procedimentos para organizar e direccionar as acções em prol da defesa e protecção do consumidor. De acordo com Gilberto Dilu, o INADEC realizou o encontro para, entre outros aspectos, encontrar um alinhamento entre as várias associações de defesa do consumidor.

O responsável sublinhou que tem notado uma série de discrepâncias na actuação entre as associações e o INADEC. Além disso, avançou que o evento serviu também para prestar alguns esclarecimentos sobre a forma como são feitas as campanhas de sensibilização, troca de ideias, sugestões e outros. O INADEC é um instituto público destinado a promover a política de salvaguarda dos direitos dos consumidores, bem como a coordenar e executar as medidas tendentes a sua protecção, informação e educação e de apoio às organizações de consumidores.

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