Novo viaduto destrava Golfe ii

Novo viaduto destrava Golfe ii

Trata-se uma obra com uma extensao de 282 metros, constituida basicamente por duas rampas de acesso e com tabuleiros de 80 metros de comprimento.

A cargo da empresa Mota Engil, a obra teve a duração de 8 meses, tendo custado aos cofres do Estado angolano perto de 26 milhoes de euros, e poderá facilitar a ligação entre Talatona, Calemba II, Golfe e Kilamba.

A construção incluiu a micro e macro drenagem, o elevado do nó viário da rotunda do Cemitério de Camama e o binário na Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”, na província de Luanda.

A Via Expressa fica, assim, ligada a Camama e à Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy” em aproximadamente 10,5 quilómetros.

A construção do viaduto, que contou com uma força de trabalho de mais de 100 trabalhadores nacionais e uma dezena de expatriados, destinase a beneficiar o tráfego proveniente das diversas localidades vizinhas, para facilitar a circulação dos veículos, pessoas e mercadorias, além de melhorar, de forma razoável, a mobilidade e acessibilidade da região

O ministro da Construção e Obras Públicas referiu que a implementação deste projecto baseia-se na especial relevância enquanto uma das soluções técnicas para facilitar o acesso ao novo Aeroporto Internacional de Luanda.

Outros viadutos, da Boavista, do Sambizanga, Unidade Operativa, Zango e Kilamba foram inaugurados em Agosto passado. Manuel Tavares de Almeida considerou ser prioridade adequar as obras previstas no plano director metropolitano de Luanda e às exigências da SADC, contribuindo, deste modo, para um maior desenvolvimento da capital do país, Luanda.

O dirigente referiu que o plano prevê a construção de 24 viadutos, estando oitos já construídos e outros em execução, como, por exemplo, o do novo aeroporto. Para a realização da obra, cerca de três mil residências foram demolidas. Segundo a comissão de moradores do Camama, as famílias afectadas foram devidamente indemnizadas.

“Existe um acordo entre os munícipes e os técnicos do INEA, só no local deste viaduto, houve cerca de 60 acordos”, tendo acrescentado existirem muito mais casos ao longo da via do Camama.

Já para o comandante-geral da Polícia, Paulo de Almeida, a situaçao da mobilidade era anteriormente constragedora no local, e o viaduto vem facilitar a fluidez do transito, podendo reduzir o numero de efectivos da Polícia de Trânsito necessários naquela Avenida.

Moradoes queixam-se da dregangem e passagens a éreas
Antonio Manuel Jacinto, de 52 anos de idade, é morador há mais de uma década nesta zona do Camama. Segundo disse, a iniciativa do viaduto é bem-vinda, tendo enaltecido a postura do Estado na indemnização dos moradores que acabaram por ver as suas residencias demolidas, dando acesso àquela infra-estrutura. Mas o morador manifestou-se preocupado com a chegada das chuvas no mês de Setembro e a falta de valas de drenagem,temendo alagamentos.

Joana Maria (na foto) é outra moradora que gostaria de ver as travessias igualemente alfaltadas, bem como, passadeiras aéreas, de modos, a evitar acidentes, uma vez que a via passa mesmo pelo interior do bairro.