Dirigente do BD conhece sentença esta semana no Cuanza-Norte

O Tribunal Provincial do Cuanza-Norte, com sede em Ndalatando, vai ditar a sentença, esta semana, ao secretário nacional da Juventude do Bloco Democrático (BD), Joaquim Lutambi, suspeito no casos dos incêncios na cidade

O réu está a ser julgado desde 9 de Abril neste Tribunal sob acusação de envolvimento na queima de viaturas na cidade de Ndalatando em Novembro do ano passado. O seu advogado de defesa, Costa Ferreira, informou que a partir de hoje começam a ser lidos os quesitos finais e, ao longo da semana, poderá ser lida a sentença, cujo julgamento está a ser orientado pela juíza Francisca Maiato.

Em declarações a OPAÍS, o causídico mostrou-se confiante que a sentença poderá sorrir ao seu constituinte, depois da produção de provas que, segundo ele, recolheram elementos suficientes que levem o representante do Ministério Público a pedir a absolvição dos réus.

“Pelo que já se processou em audiência até este momento, nós estamos numa expectativa de absolvição”, assegurou. Além de Joaquim Lutambi, estão a ser julgados os réus António Pereira e Pedro Azevedo.

O réu Filipe Estevão, segundo o advogado, poderá ser condenado por confessar a autoria do crime de que é acusado. Este julgamento acontece oito meses depois de Joaquim Lutambi ter sido detido em Viana, arredores de Luanda, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) do Cuanza-Norte, acusado de ser o mandante da queima de cerca de 30 carros no Cuanza-Norte, no ano passado.

Em Agosto do ano passado, o Bloco Democrático (BD), um dos seis partidos que constituem a coligação CASA-CE, denunciou o desaparecimento deste seu militante, “raptado no dia 12”. Como tudo aconteceu Segundo denúncias feitas pelo dirigente do BD Filomeno Vieira Lopes, o “rapto” ocorreu por volta das 15 horas, após o jovem ter participado numa partida de futebol, no seu bairro, KM 12, em Viana, quando foi surpreendido por homens que se faziam transportar numa viatura de marca Hyundai i.10 de cor vermelha, que o algemaram e o levaram.

Após o sucedido, segundo a fonte, foram feitas diligências junto ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) do Comando Municipal da Polícia Nacional de Viana e também do Comando Provincial de Luanda para a sua localização, porém, sem sucesso. Segundo Filomeno Vieira Lopes, as diligências tinham prosseguido com buscas em algumas celas das esquadras policiais de Luanda e em unidades hospitalares de referência, mas o jovem político continuava desaparecido.

Tanto o Bloco Democrático como a família esperavam que o pior não acontecesse pelo facto de, nos últimos tempos, a cidade de Luanda estar a registar um elevado número de raptos que geralmente terminam em mortes.

Dias depois, foi descoberto que o mesmo tinha sido levado para a província do Cuanza-Norte, tendo inicialmente sido encarcerado na esquadra policial do município do Lucala, a 38 quilómetros de Ndalatando, e, seguidamente, na Comarca de Ndalatando, onde permaneceu 26 dias. Foi solto pela PGR local para aguardar pelo julgamento em liberdade.

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