Há que comunicar economia

Ouvi economista Yuri Quixina na Rádio Mais e fi quei contente com uma passagem em que ele dizia que “economia é comunicação”. Sim, de facto, e tenho-o dito, em Angola privilegia-se em demasia a comunicação política. Somos uma sociedade ainda contaminada, exageradamente, por anseios partidários e intrapartidários.

Julgamos ser este o caminho, mas não é. Daí que temas sociais e económicos sejam secundarizados. O cidadão deve decidir a sua vida e a da sua família em função do momento e das perspectivas económicas, do rumo que o país está a seguir, das oportunidades de realização, e não dos achaques políticos ou partidários como os que temos estado a viver nos últimos tempos, enquanto se deteriora a condição social e económica dos trabalhadores e das famílias.

Se se pretende mesmo transformar o país, então haverá que comunicar mais economia, haverá que abrir as mentes dos angolanos para a necessidade e a possibilidade de fazer coisas, de realizar mais valias e, fundamentalmente, para a ideia de não ter de esperar do Estado.

No fundo, é comunicar a vida, aquilo que algumas pessoas vão realizando e que pode ser seguido por milhares. O resto, desculpem, é estarmos todos a olhar para o umbigo dos políticos, coisa que eles adoram, mas que não enche a mesa de ninguém, tirando as suas, claro. E que já estão fartas.

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