Inventor pede apoio para continuar os estudos

Actualmente está com “sede de estudar”, mas não consegue, por falta de meios financeiros. Abrão Pedro Luvunga, de 22 anos, é inventor desde os seus 10 anos, e agora, na idade adulta, perdeu a conta das peças que criou, que vão desde diferentes tipos de maquetes, elevadores, a um gerador

Órfão de mãe, sem condições para custear os estudos, Abrão Pedro Luvunga, 22 anos, é residente no bairro Boavista, distrito urbano da Ingombota, e considera-se um projetista. Acredita que tem conhecimento divino, pelo que consegue fazer diferentes tipos de maquetes de vivendas e edifícios, apesar de ter apenas como nível académico a 6ª classe e de não ter qualquer formação profissional na área da electrónica e arquitetura. Recentemente criou um dispositivo que gera corrente eléctrica e fornece luz para as maquetes que faz.

Explica que por falta de apoio não conseguiu, até ao momento, continuar a estudar, perdeu a mãe aos 10 anos de idade e vive com o pai que não tem condições financeiras para custear os seus estudos. “Tenho sede de estudar, mas não tenho como pagar”, lamentou. Pelo facto, limita-se apenas a fazer maquetes, elevadores e a inventar geradores que funcionam com bateria e luz solar. Abrão Luvunga conta que o desafio de inventar e fazer diferentes tipos de dispositivos surgiu aos 10 anos.

Fruto da sua aparição em alguns meios de comunicação, é solicitado para comercializar as suas obras, sendo que tem vendido apenas as maquetes, por 10 mil Kwanzas. O gerador é um projecto que considera pessoal, e, pelo facto, não o vende. O seu maior sonho é estudar arquitectura e electrónica. Por agora sobrevive das suas invenções, sai à rua com uma delas e cobra 100 Kwanzas para demonstrações.

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