China se opõe a medida dos EUA de colocar gigante Huawei na lista negra

A China criticou, nesta Quinta-feira, a decisão do governo dos Estados unidos de colocar a gigante de equipamentos de telecomunicações huawei numa lista negra e disse que adoptará medidas para proteger as suas empresas, em mais um teste para as relações entre as duas potências.

A China se opõe fortemente à imposição, por outros países, de sanções unilaterais a entidades chinesas, disse um porta- voz do Ministério do Comércio, destacando que os EUA devem evitar impactar ainda mais as relações comerciais entre os dois países. A repressão à Huawei acontece no momento em que o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que visitará a China, em breve, para mais negociações comerciais.

As expectativas de um acordo para acabar com a guerra comercial diminuíram depois que as duas maiores economias do mundo elevaram as tarifas sobre os produtos um do outro na última semana. O Departamento do Comércio dos EUA informou na Quarta-feira que estava a adicionar a Huawei Technologies Co e 70 afiliadas à sua chamada “Lista de Entidades”, num movimento que proíbe a empresa chinesa de adquirir componentes e tecnologia de companhias dos EUA sem aprovação prévia do governo dos EUA.

Separadamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou na Quarta-feira um decreto a impedir empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações feitos por companhias consideradas como risco à segurança nacional. “A China enfatizou muitas vezes que não se deve abusar do conceito de segurança nacional, e que ele não deve ser usado como ferramenta para proteccionismo comercial”, disse Gao Feng, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, aos jornalistas. “A China adoptará todas as medidas necessárias para proteger os direitos legítimos das empresas chinesas.”

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