Luanda necessita de um milhão e 200 metros cúbicos de água

O presidente do Conselho de Administração da EpAL, diógenes diogo, afirmou ontem, em Luanda, que o volume da água produzida pela empresa ainda é insuficiente, e que necessita de um milhão e 200 mil metros cúbicos para satisfazer as necessidades

O responsável fez estas declarações à imprensa no fim da visita de campo efectuada pelo vice-presidente da República, Bornito de Sousa, às estações de tratamento de água (ETA) do Bita da e da Centralidade do Kilamba. Justificou que actualmente a EPAL produz 550 mil metros cúbicos de água/dia, e que este número é insignificante, sendo que Luanda necessita de um milhão e 200 mil metros cúbicos/dia.

Diógenes Diogo informou que a empresa que dirige tem um défice pelo facto de, de forma intermitente, distribuir água a vários pontos da cidade de Luanda. Para a normalização da distribuição de água, o PCA da EPAL defendeu a construção de projectos estruturantes no Bita e em Quilonga, para um aumento do volume de água, complementados com outras acções que passam pela criação de novas tubagens e novas redes para um sistema mais adequado e mais contínuo.

Pagamento da água Relativamente ao alto valor do pagamento da água, de que os munícipes reclamam, disse que a EPAL não cobra além do que está estipulado por lei. “Há um novo tarifário em vigor desde o dia 1 de Julho de 2018 e é este que está a ser praticado, conforme a lei estipula”, disse. Anunciou que brevemente a Centralidade do Kilamba poderá usufruir de água 24/24 horas. A nossa reportagem apurou junto de alguns moradores que na Centralidade KK5000 a tarifa mensal da água é de 8 mil kwanzas/mês, enquanto que na do Kilamba é de 20 mil kwanzas.

Qualidade da água

Sobre a qualidade da água consumida nos últimos dias nestas duas centralidades, o responsável disse estar já incolor, pelo que a situação ficou ultrapassada. “Devo dizer que a água já não está castanha como há uns dias, porque tivemos um trabalho de choque e essa situação não estava nas nossas previsões”, explicou, informando que se está a acautelar para que tal jamais que volte a acontecer. Finalmente, Diógenes Diogo enalteceu a visita do vice-presidente da República, que serviu para se inteirar do funcionamento destas duas estações de tratamento de água.

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