Angola tem mais de 60 por cento da população em zonas urbanas

Angola tem mais de 60 por cento da população em zonas urbanas

Segundo o vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, é nessa perspectiva que Angola estabeleceu como uma das suas prioridades a gestão do território. Bornito de Sousa, que falava nesta Sexta-feira no acto de abertura do VI diálogo estratégico sobre o poder local e ordenamento territorial, afirmou que esse esforço requer formação e ordenação dos aglomerados urbanos e das zonas rurais. Nessa estratégia também se enquadra a protecção do ambiente, utilização economicamente eficiente e sustentável das terras, bem como a salvaguarda do interesse público.

No encontro promovido, em Luanda, pelo Instituto Pedro Pires, Bornito de Sousa sublinhou que a abundância de recursos naturais tem um impacto na existência de solos férteis para agricultura. Na sua alocução, o vice-presidente defendeu que o ordenamento do território implica a intervenção das autarquias locais, das comunidades, de pessoas colectivas e singulares. Realçou o facto de que a maior parte dos municípios do país apresentarem características urbanas e rurais, daí o seu desenvolvimento sustentável e harmonioso só ser possível com a definição clara do perímetro do que é áreas rurais e respectivos municípios.

Poder local melhora condições das populações

Presente no encontro, o ex-presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou o processo de implantação do poder local uma experiência útil e eficaz na melhoria das condições de vida da população. O patrono do Instituto Pedro Pires Para a Liderança (IPP) frisou que as autarquias trouxeram melhorias para o seu país (Cabo Verde), permitiram um contacto directo entre os habitantes e as lideranças locais. Explicou que o processo autárquico estabelece relações de maior confiança entre os membros da sociedade. Durante o encontro foram abordados os temas “ordenamento do território”, “pensar o Nexo descentralização poder local e território” e “planear a acção das autarquias enquanto principais facilitadores da organização territorial”.