Financiamento do BDA relança obra da fábrica de perfis no Huambo

Quando a fábrica ficar concluída, 97 jovens vão ganhar o seu primeiro emprego. A unidade de produção, cujo financiamento para o arranque das obras foi feito pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), tem a vantagem de ficar ao longo da linha do caminho-de-ferro de Benguela

As obras de construção da fábrica de perfis metálicos em aço galvanizado no Pólo de Desenvolvimento Industrial da Caála (província do Huambo) paralisadas em 2014 retomam ainda este ano, depois do desbloqueio da situação financeira que condicionava a execução da empreitada.

A responsável do Pólo Industrial da Caála, Angelina Cochi, que não revelou o valor global, disse que o reinício das obras, cinco anos depois, resulta de um financiamento do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).

Angelina Cochi disse ainda que a unidade fabril vai produzir estruturas pré-fabricas para a construção de edifícios em curto espaço de tempo e de maior qualidade, além de garantir a inserção directa de 97 jovens no mercado de emprego.

A responsável do Pólo Desenvolvimento Industrial da Caála, 23 quilômetros da cidade do Huambo, disse que a falta de financiamento está a retardar a fixação de outras fábricas e o seu alastramento.

“Estamos abertos para receber qualquer investidor com projectos de criação de unidades industriais para o fomento da actividade económica e a sua diversificação, para fazer face aos desafios do combate pobreza nesta parcela do território nacional”, salientou.

No Pólo de Desenvolvimento Industrial da Caála, localizado no município da Caála, numa área adjacente aos Caminhos-de-Ferro de Benguela, estão em funcionamento, desde 2012, quatro unidades fabris do ramo de produção de mobiliário, carteiras, betão, colchões e reservatórios de água.

A sua localização com o Caminho-de-Ferro de Benguela é uma mais-valia, porquanto, muitos investidores, especialmente estrangeiros, podem transportar as matérias-primas e demais bens do Porto do Lobito, na província de Benguela, para o Huambo, em pouco tempo, sem constrangimento. Importa lembrar que a província já recebe energia da barragem de Laúca, facto que vai impulsionar à indústria local e fazer surgir novas unidades com menos custos de produção, uma vez que muitas unidades de produção ainda usam geradores para o seu normal funcionamento.

A zona industrial da Chiva, arredores da cidade do Huambo, acolhe grande parte das fábricas, sobretudo as que foram erguidas ainda na era colonial e que paralisaram devido ao conflito armado.

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