“MICROCRÉDITO” em Livro de Paulo Santos apresentado esta semana em Luanda

O Economista e Jurista Paulo Adão Pereira dos Santos apresenta a sua obra intitulada “Microcrédito” na quinta-feira, dia 23 de Maio de 2019, no instituto Superior de Ciências Sociais e relações internacionais – CIS, em Luanda

Editada pela Australivros editora, o livro, impresso em 178 páginas, é a adaptação da sua tese de Mestrado, com o título “Análise das Estratégias de Fomento do Microcrédito: um estudo de casos do Município do Ambriz, Província do Bengo”, apresentado à Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto em 2015 para obtenção do grau de Mestre em Ciências Jurídico-Económicas na especialidade de Autarquias Locais.

A obra faz um estudo sobre as razões do insucesso reiterado na implementação dos programas e projectos de micro-crédito em Angola, deixando as pessoas mais pobres, o que levou o também investigador científico a realizar uma pesquisa bibliográfica que incluiu cinco países, nomeadamente Angola, Moçambique, Brasil, Vietnam e Bangladesh, assim como efectivou um levantamento de campo no município do Ambriz, na procura de respostas para o problema.

Para o autor, “o microcrédito resulta da condição humana que requer constante interdependência, não se resumindo apenas no aspecto financeiro, pois trata-se de um fenómeno social de solidariedade consequente da natureza humana, que é aprendida durante a infância”, defendeu.

O autor defende que, estando o micro-crédito enraizado nas famílias e nas comunidades, o seu sucesso depende das condições económicas, sociais e estruturantes existentes no meio social concreto, sem os quais não haverá possibilidade de sucesso dos projectos implementados.

No caso concreto de Angola, o investigador aponta algumas medidas que devem ser tomadas, antes de se prosseguir com mais projectos orientados a fomentar pequenos negócios com recurso a micro financiamentos.

O autor refere que a componente do financiamento directo aos empreendedores, sejam eles individuais, famílias ou empresas, não deve ser prioritário, e elenca dois factores estruturantes que requerem prioridade para sustentação de toda a cadeia: um melhor aproveitamento dos recursos hídricos que passa pela construção de represas para irrigação dos campos cultivados, e a produção de electricidade localmente com base em mini hídricas; construção e manutenção das vias, terraplanadas, e asfaltadas sempre que possível. A seu ver, os demais processos fluiriam de forma eficiente, sem desperdício dos recursos das pessoas nem do Estado.

Sobre o autor

O autor é Licenciado em Direito na Universidade Metodista de Angola, é Mestre em Ciências Jurídico-Económicas na especialidade de Autarquias Locais, pela Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, e Doutor em Direito pela Escola de Direito da Universidade

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