Ministra da Cultura destaca exemplo democrático da UEA

A governante reconheceu o facto de ter sido legitimada por um processo eleitoral exemplar e de grande urbanidade e maturidade cívica

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, afirmou, em Luanda, que o exemplo de democracia da União dos Escritores Angolanos (UEA) deve ser seguido pelo movimento associativista cultural emergente no país, que reúne jovens artistas, fazedores e promotores de cultura, para o reforço da identidade cultural nacional.

A governante, que discursava na cerimônia de tomada de posse da nova direcção da UEA, destacou o facto de ter sido legitimada por um processo eleitoral exemplar e de grande urbanidade e maturidade cívica.

Para a ministra, a UEA, primeira associação de carácter cultural proclamada em Angola em 1975 e cujo primeiro presidente da Assembleia-geral foi o presidente Agostinho Neto, continua a ter um papel indelével na promoção da cultura e das artes e da literatura, em particular, na promoção da cultura como parte essencial dos pilares que sustentam a construção do estado democrático e direito.

Em virtude de o país estar a viver uma fase crucial de transição política e social, adiantou, o Executivo reafirma a importância da parceria, da colaboração e do multifacético apoio de todos os agentes e promotores das artes e da cultura”, asseverou Carolina Cerqueira.

O Ministério da Cultura, adiantou, está disponível para prosseguir a auscultação e o dialogo inter-geracional e com uma significativa representatividade do gênero para, em conjunto com os artistas, com os promotores artísticos e culturais, com os críticos e amantes da cultura nacional, com os escritores e todos os outros parceiros, colher contributos para a melhor dinamização e diversificação das políticas e das actividades culturais, contribuindo, desta forma, para o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas e para o bem comum.

Augura que a UEA seja cada vez mais um espaço de construção da diversidade cultural, da coesão identitária, do pluralismo e da identidade nacional.

Afirmou que o papel da literatura dos escritores, do livro e o hábito da leitura devem ser priorizados no contexto nacional e juntos se criar condições para que o apoio à criação literária e a difusão da cultura sejam contínuom«s, transparentes e objectivos, capazes de abrir horizontes e progresso na dinamização e diversificação das actividades culturais que possam empregar cada vez mais escritores, actores, músicos, técnicos e outros profissionais especializados nas indústrias culturais e artísticas e contribuam para o bem comum e o progresso.

Carolina Cerqueira adiantou que as metas do PDN prevêem a adopção de mecanismo para o desenvolvimento comunitário e a descentralização, através de parcerias público-privadas, de forma a incentivar o crescimento das indústrias criativas e culturais, assim como a disponibilização de infra-estrutura para a plena execução da actividade artística, com um vasto programa de acesso à fruição e criação cultural.

As acções programadas poderão contribuir para a coesão social, em respeito pela diversidade e o exercício de uma cidadania capaz de sustentar uma sociedade desenvolvida, próspera, mais equitativa e forte que garante uma presença diária da Cultura na vida de todos os cidadãos.

Para o efeito, o ministério conta com a UEA como parceiro privilegiado na discussão e aprovação das bases de uma política do livro e da leitura, cuja elaboração está em curso e cujos resultados irão permitir a disseminação do uso do livro, qualidade dos seus conteúdos, promoção da produção livreira e literária, ampliação da rede de bibliotecas, de livrarias, um preço acessível para o livro e a valorização da leitura, sobretudo, nas zonas suburbanas e rurais para que o país usufrua deste meio privilegiado de conhecimento e impulsionador do desenvolvimento humano, que favoreça as comunidades mais desfavorecidas e vulneráveis e entre estas os mais jovens.

A governante lançou um repto para que os homens e mulheres das letras impulsionem e enriqueçam o vasto movimento de moralização da sociedade, através do resgate dos valores familiares e cívicos, em defesa de relações humanas cimentadas pela solidariedade, inter-ajuda e respeito.

Incentivou os escritores a prosseguirem a divulgação, além fronteiras, da rica literatura nacional e a sua internacionalização, marcando presença nos congressos, colóquios, feiras e encontros internacionais, quer em iniciativas privadas como em conjunto com as áreas competentes do Ministério da Cultura.