Museus devem acompanhar dinâmica de investigação científica

O antropólogo angolano Vuvu Fernando afirmou, em Luanda, que as instituições museológicas do país devem ser enquadradas numa dinâmica de investigação científica contínua, devido ao avanço sociocultural de cada região

O académico, que falava durante uma palestra subordinada ao tema “Os Museus, Plataformas Culturais: O Futuro da Tradição”, no âmbito do acto central do Dia Internacional dos Museus, defendeu a continuidade da pesquisa de um acervo pluridisciplinar étnico, para a diversidade cultural que se pretende, ao contrário do que se fazia antes, estudar apenas o indivíduo como um grupo etnolinguísta.

Vuvu Fernando advogou que existem vários grupos etnolinguístas que, se não passarem por um estudo profundo dentro das populações, para maior unidade da Cultura e dos povos, limitar-se-ão ao desenvolvimento cultural.

Nesta palestra, o especialista passou também em revista a transformação da sua principal missão de recolha, conservação, comunicação, pesquisa e exposição, com formas mais inovadoras de maior proximidade com as comunidades, os conteúdos sociais e contemporâneos, entre outras questões.

O país conta com os museus de Antropologia, Escravatura, História Natural, História Militar, Casa Museu Óscar Ribas,da Moeda (Luanda), Arqueologia de Benguela, Regional da Huíla, de Cabinda, dos Reis do Kongo, Regional do Dundo, do Huambo e Regional do Uíge.

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