Governo e UNITA confirmam resultados de ADN de Savimbi

A direcção da UNITA e a família confirmaram, ontem em Luanda, que os restos mortais exumados do Cemitério Municipal do Luena, no dia 29 de Janeiro do ano em curso, são do malogrado presidente fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi

Foram conhecidos, ontem, e tornados públicos pelo Governo os resultados das análises ao ADN dos restos mortais do presidente fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, tombado há 17 anos em combate, na Comuna do Lucusse, província do Moxico. Em cerimónia realizada na tarde de ontem, presenciada por membros do Governo, da direcção da UNITA e de todas as partes envolvidas, ficou confirmado que as amostras analisadas são de facto de Jonas Malheiro Savimbi.

O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, informou, em conferência de imprensa, os próximos passos a serem dados pela Comissão multi-sectorial encarregada das exéquias fúnebres, frisando que no dia 28 de Maio será feita a recepção formal pela família e pela UNITA dos restos mortais de Jonas Savimbi, que chegam no mesmo dia à cidade do Cuito. Avançou que no dia 29 de Maio os restos mortais chegarão à sua residência no Huambo, seguindo no dia 30 para à sede do Município do Andulo. No dia 31 chegarão à Lopitanga onde se fará o velório principal e no dia 1 de Junho será realizada a cerimónia de inumação dos referidos restos mortais, a partir das 10 horas.

Honrar a memória de Savimbi

Isaías Samakuva informou que a UNITA verga-se à memória de Jonas Malheiro Savimbi, que considera um ilustre filho de África que deu toda a sua vida por Angola e pelos angolanos. Salientou que a partir de hoje, dia 21, o partido observa um período de luto de 30 dias em todo o território nacional, devendo a sua bandeira ser içada a meia haste em todas as suas instalações onde ela é habitualmente içada. Sublinhou que o partido e os membros da família do malogrado estão a trabalhar no sentido de se criar as condições para acolher todos os que irão assistir à cerimónia fúnebre. Referiu que os cálculos feitos para esta actividade, em tudo o que será necessário, ultrapassam os 500 milhões de Kwanzas. “Tem havido manifestações de boa vontade de cidadãos, da sociedade civil e de membros de outros partidos que estão a contribuir para que esta actividade corra minimamente bem”, disse, acrescentando que só em doações já foram arrecadados mais de oitenta milhões de Kwanzas.

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