Editorial: Como sempre, incompleto

A notícia é muito boa: há agora um livro (caro, diga-se) que reúne o essencial da biodiversidade angolana. É um começo, mas que sabe a muito pouco. É preciso lembrar sempre que estamos no século XXI, que já nos gabamos de sermos muito ricos e que estamos há quase meio século independentes. Mas os estudos sobre a fl ora e a fauna angolanas não começaram agora. E sabe a pouco porque quando se apresenta um estudo desta natureza diz-se sempre ser o “estudo possível”, porque em Angola falta um pouco de tudo, desde taxonomistas a dinheiro, como sempre. E depois lá temos o Governo a implorar de Portugal informação recolhida antes da Independência, alguma já desajustada, porque aqui não se investe no conhecimento, como fez a Fundação Kissama, até onde pôde, claro.

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