Carta do leitor: Uma aliança que o diabo teceu

POR: Carlos Aires
Luanda

Director. Saúde, Paz e Amor. Bem-estar à magnífica equipa que faz este diário da verdade e a bem do povo. Vamos a mais uma carta. Sem mais delongas, estou muito aborrecido com o comportamento dos agentes da Polícia Nacional no meu bairro, isto é, no Mártires de Kifangondo, rua 12, distrito da Maianga, província de Luanda. Não tenho nada contra os nossos irmãos da África do Oeste. Até porque somos todos irmãos e devemos manter esta relação entre africanos em todo o continente. O que me chateia, às vezes, é saber que os oeste-africanos apanharam a pata dos agentes por estes terem um salário miserável, incapaz de resolver as necessidades prementes em casa. Os irmãos da África do Oeste violam, todos os dias, as normas vigentes no nosso país. Trocam dólares, euros e outras moedas de valor nas barbas dos agentes. Estes, por sua vez, podem autuar, mas às tantas tudo fica em águas de bacalhau. Ora porque o chefe ou o general fulano ou comissário sicrano ligou e orientou para que se liberte o cidadão que infringiu, ora porque sai de lá um boa “gasosa” Com este comportamento, os agentes também se aproveitam, porque em surdina dizem que não podem ser somente eles, lá no topo, a comerem. E assim andamos nós, numa de melhorar o que está bom e corrigir o que está mal no meio do barulho, cercados por polícias e ladrões.

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