É só um pouco de inteligência, por favor

Nestes últimos anos alguns angolanos especializaram-se na prática do “mata-mata”. Os que não quiseram alinhar, por terem uma visão mais ajuizada das coisas, ou foram igualmente rotulados, ou não foram ouvidos. Pode-se dizer que os angolanos se emocionaram, estavam, e alguns ainda estão, prontos a partir tudo, sem pensar no dia seguinte. Desenvolveu- se uma propaganda de ódio cego contra quem tem, contra quem fez, contra tudo o que “não é meu”, em vez aceitar, disciplinar o que há e criar muito mais, porque o mundo não termina hoje e nem aqui. Queimaram-se nomes de pessoas de empresas, criou-se instabilidade e, afinal, eis que as alternativas são poucas, ou inexistentes, em alguns casos. É que as coisas não nascem dos discursos, é preciso trabalhar. Isto de criar mundo com o verbo só mesmo Ele. Acabou. O saber acumulado foi e é desprezado e escarnecido, numa clara manifestação de falta de inteligência e de lucidez. Os lugares-tenente então, na esperança de ascenderem ou de tomarem o que não construíram, estes insuflaram-se e deram largas à maledicência. É preciso olhar para o futuro. Se há um rico, criemos condições para que surjam outros, muitos outros, e o país sai a ganhar. Se alguém fabrica pão e não gostamos dele, então aprendamos a fazer pão e criemos uma padaria ao lado, para competir. O que não se pode fazer é destruir a padaria e ficar sem o pão. E deixemos a ilusão de que toda a gente de fora virá cá a correr porque dissemos isto ou aquilo e trará o seu dinheiro. É que o povo não vai perdoar quando perceber que o “mata-mata” o deixa sem nada. E muito menos se perceber que caiu no meio de uma guerra de grupos.

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