João Lourenço destaca construção de infra-estruturas turísticas

A expansão das infra-estruturas hoteleiras e aumento da oferta e diversidade de opções para os turistas e clientes em geral, infra-estruturação dos pólos turísticos de Cabo Ledo, Calandula e do projecto transfronteiriço Okavango- Zambeze, foram destacados por João Lourenço no seu disrcurso que marcou a abertura do Fórum Mundial do Turismo, que o país acolhe desde ontem

No princípio da sua alocução, o Presidente da República, João Lourenço, disse que “o impacto do turismo na construção dos espaços, no dimensionamento dos meios de transporte, na dinâmica social e nas funções urbanas, ou ainda na estruturação do comércio, são factores bastantes para transformar de forma positiva a vida das diferentes localidades com vocação turística”, destacou. Para ele, estando Angola a enfrentar ainda múltiplos desafios relacionados com a sustentabilidade económica, com a vulnerabilidade social, com o êxodo demográfico, ou com a degradação do tecido urbano, existem razões de sobra para o país apostar numa actividade que ajuda a respeitar e valorizar a idiossincrasia dos povos, que oferece oportunidades para a recuperação, activação e valorização do património histórico-cultural, que aporta recursos para melhorar a paisagem urbana e rural, que gera oportunidades para redimensionar as infra-estruturas urbanas e que pode transformar para melhor o meio em que vivemos.

Nesta perspectiva, prosseguiu, o Executivo angolano encarou de bom grado a realização destes dois grandes eventos internacionais, o Presidential Golf Day e o Fórum Mundial do Turismo, como mais uma etapa para se promover a imagem do país, para se melhorar o ambiente de negócios e para se captar o investimento directo estrangeiro. Para tal, defende, é importante que os operadores de turismo, as grandes cadeias hoteleiras e os líderes de opinião internacionais possam constatar não só as nossas potencialidades turísticas, mas também os constrangimentos actuais e os enormes desafios que ainda temos pela frente. “Só com essa percepção in situ é que podemos perspectivar e traçar juntos uma rota de progresso da indústria do turismo e lazer para Angola. As oportunidades de negócio no sector do turismo em Angola resultam de este poder ser uma actividade integradora de múltiplos sectores no país, estabelecendo uma relação com todos os órgãos produtivos da economia nacional”, destacou.

João Lourenço afirmou que a sua natureza multifacetada e transversal determina que no turismo se encontram implicados quase todos os órgãos de gestão do território e da administração do Estado, designadamente o ambiente, a cultura, a economia, as obras públicas, o urbanismo, os transportes, a segurança e a saúde. Assim, as diferentes unidades de produção de bens e serviços que conformam a indústria do turismo devem satisfazer as necessidades criadas por este, acrescentando que a aposta do Governo angolano para o médio e curto prazo, assenta na expansão das infra-estruturas hoteleiras, aumentando a oferta e diversidade de opções para os turistas e clientes em geral, infra-estruturação dos pólos turísticos de Cabo Ledo, Calandula e do projecto transfronteiriço Okavango- Zambeze, melhoria da qualidade dos serviços no sector, promoção da actividade nos mercados internacionais promotores do turismo e que despertam o interesse dos turistas para os diferentes destinos turísticos mundiais.

“Para o alcance dos objectivos preconizados, temos em fase de implementação o Programa de apoio à produção, diversificação das exportações e substituição das importações, PRODESI, o qual, pela sua transversalidade, cria condições para melhorar o ambiente de negócios no país, incentivar o investimento privado e promover parcerias”, anunciou. O Presidente da República disse que, com a inserção do turismo neste programa, enquanto um dos sectores estratégicos para a diversificação da economia nacional, pensamos ter iniciado um processo irreversível de dinamização da actividade económica, com vista à inversão do cenário desfavorável provocado pela crise económica e financeira que assolou o país há alguns anos.

Considera um desafio aumentar a oferta de quartos nos hotéis e resorts de todas as categorias ainda por construir, e fazer com que os diferentes subsectores do turismo, ao longo de toda a cadeia, absorvam os jovens à procura de emprego. “Entendemos que a dinamização do turismo no país deve passar por uma maior interacção dos intervenientes na cadeia de produção e distribuição turística”, reconheceu, sublinhando que, neste sentido, importa promover uma maior interacção entre os fornecedores de serviços hoteleiros e de transportes e os operadores turísticos, melhorar as ligações terrestres e marítimas e as ligações aéreas, bem como facilitar ao máximo o processo de aquisição de vistos para os turistas, algo que, em parte, felizmente, já é uma realidade.

Navios cruzeiros, pois claro

João Lourenço considera que o negócio dos navios cruzeiros transatlânticos tem um grande potencial por se explorar e desenvolver, pelo facto de Angola constituir um ponto de passagem e paragem obrigatória para aqueles paquetes que vêm da costa Leste das américas do Norte e do Sul, assim como dos provenientes do Índico e que dobram o cabo da Boa Esperança na África do Sul. Lembrou que Angola desfruta de paz e de estabilidade política e social duradoura, tem um clima ameno e agradável praticamente todo ano; para além dos sítios e das belas paisagens naturais, é rica na sua diversidade étnico- linguística e cultural, com música, pintura, artesanato, culinária e gastronomia diversificada e outras manifestações que, com certeza, despertam o interesse do turista. “É com o propósito de lhes dar a oportunidade de constatar ao vivo tudo isso que temos presentes neste Fórum, não apenas as cadeias hoteleiras mundialmente conhecidas, como a MARRIOT, RADISSON, HILTON e ACCOR, mas igualmente os operadores de turismo a nível mundial, como a TUI, THOMAS COOK, e CORAL TRAVEL, cuja presença saúdo uma vez mais”, disse.

Oportunidades

Na sua comunicação, João Lourenço exortou os potenciais investidores a explorarem as oportunidades dos demais sectores da economia nacional, como os da Agro-Pecuária e Florestas, das Pescas, dos Recursos Minerais, da Indústria Têxtil, da Petro-Química, das Tecnologias de Informação e outras que sejam rentáveis para o investidor e que sejam geradoras de emprego. “Faço votos que este Fórum Mundial do Turismo seja verdadeiramente uma plataforma de abertura ao investimento directo estrangeiro para o país e promova parcerias duradouras entre empresários nacionais e estrangeiros, para o desenvolvimento do turismo, criando, através destas, as infra-estruturas para a sua operacionalização. Acautelou que, da parte do Executivo angolano fica o compromisso de tudo fazer para viabilizar e apoiar os investimentos que se constituam em catalizadores da nossa economia. “Espero, por isso, que juntem as vossas vozes às dos angolanos na divulgação de uma nova Angola, a Angola da Paz e do Progresso, a Angola do mais novo destino turístico mundial”, pediu.

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