China acusa EUA de “rumores” e “mentiras” sobre laços da Huawei com o Governo

China acusa EUA de “rumores” e “mentiras” sobre laços da Huawei com o Governo

Os EUA colocaram a Huawei numa lista negra comercial na semana passada, proibindo empresas norte-americanas de fazerem negócios com a maior fabricante de redes de telecomunicações do mundo e intensificando a batalha comercial entre os dois países.

A Huawei tem negado repetidamente ser controlada pelo Governo, pelas forças militares ou por serviços de inteligência da China

Pompeo, falando na Quinta-feira, também minimizou as afirmações do CEO da Huawei, Ren Zhengfei, de que a sua empresa nunca vai compartilhar segredos dos usuários, e disse acreditar que mais empresas dos EUA cortarão os laços com a gigante de tecnologia.

“Recentemente, alguns políticos dos EUA fabricaram continuamente rumores sobre a Huawei, mas nunca produziram evidência clara que os países pediram”, disse o porta voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, quando questionado sobre as declarações de Pompeo.

Lu disse que o Governo dos EUA está a provocar suspeitas no povo norte-americano para confundir e instigar oposição.

“Internamente nos EUA existem mais e mais dúvidas sobre a guerra comercial que o lado dos EUA tem provocado com a China, a turbulência no mercado causada pela guerra tecnológica e cooperação industrial bloqueada”, completou.

Os políticos dos EUA continuam a “fabricar mentiras para tentar enganar o povo norte- americano, e agora estão a tentar incitar a oposição ideológica.”

O Presidente dos EUA, Donald Trump, também disse na Quinta-feira que as reclamações do país contra a Huawei podem ser resolvidas dentro da estrutura do acordo comercial entre EUA e China, enquanto ao mesmo tempo chamou a gigante de telecomunicações de “muito perigosa”.

Lu disse não saber do que Trump estava a falar.

“Sinceramente, eu na verdade não estou certo qual é o significado específico do líder dos EUA, do lado dos EUA, ao dizer isso”, afirmou ele, acrescentando que se os repórteres estiverem interessados devem pedir aos EUA que esclareçam.