Comandante da Polícia denuncia existência de escritórios ‘ilegais’ paralelos à DNVT

Novo Comandante da Direcção Nacional de Viação e Transito (DNVT) pede maior colaboração do efectivo e garante ser implacável com os prevaricadores

O Comandante Geral da Polícia Nacional, comissário- geral Paulo Gaspar de Almeida, reconhece inúmeras as reclamações do público sobre actos ilícitos praticados por alguns agentes da Direcção Nacional de Viação e Transito (DNVT).

O Comissario chefe revelou, inclusive, que alguns oficias montaram escritórios ‘ilícitos’ paralelos para resolverem problemas em nome daquela instituição do Ministério do Interior.

Paulo de Almeida, durante a passagem de pasta para a nova Direcção da DNVT, manifestou a necessidade, face a situação actual, de dinamização do plano estratégico de prevenção rodoviária.

“Espero que os efectivos se adaptam à nova realidade, abstendo-se das práticas que mancham a imagem da corporacão”, referiu.

O comandante defende que o órgãos seja mais actuante, enquanto fiscalizador, na metodológica e operacionalidade, tendo apelado para a disciplina, honestidade e respeito pelo cidadão.

“Corrijam-se já. Já estão a ver que nós não estamos a tolerar essas situações”, disse Paulo de Almeida, tendo reiterado que os agentes e oficiais superiores envolvidos nestes escândalos, ao serem, descobertos serão expulsos da corporação.

“Quero disciplina, as ‘chambetas’ têm de acabar, a Viação e Trânsito é muito referenciada pelos ‘chambeteiros’”.

Honestidade e respeito pelo cidadão é o que Paulo de Almeida recomendou ao novo comandante da DNVT, Elias Livulu.

Por seu turno, o comandante recém- empossado pediu a colaboração dos efectivos durante o seu mandato, tendo afirmado que não vai tolerar intrigas entre os efectivos, que na sua maioria são sustentadas por aquilo que chama de ‘fofocas’.

Esquema fraudulento acaba com detenção de oficias superiores

Várias detenções ocorreram no princípio do mês de Maio, na sequência de denúncias que culminaram com a apreensão, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, de centenas de diversos documentos como cartas de condução e livretes, em posse de um cidadão de nacionalidade chinesa.

Entre os acusados, soube o OPAÍS de fonte policial, consta o chefe do Gabinete do Director Geral da Direcção Nacional de Viação e Trânsito (DNTV), o intendente João de Sousa, o sub-inspector Dinis e uma inspectora identificada por Ariete, responsável desta instituição nos Serviços Integrados de Atendimento ao Cidadão (SIAC) em Cacuaco, assim como o motorista do Gabinete do Director Geral da DNTV, cujo nome não nos foi revelado. Outras figuras podem ser arroladas ao processo, havendo fortes suspeitas do envolvimento de oficiais ligados aos SIAC do Cazenga e do Nosso Centro. Em relação ao cidadão chinês, também detido, é descrito como integrante de um grupo pertencente a uma rede de esquema de venda de cartas de condução, com beneplácito de algumas figuras influentes da DNVT. Informações apuradas indicam que a venda e a certificação fraudulenta de alguns documentos rondava os 100 e 200 mil Kwanzas.