Ministro de Estado considera reforma nas FAA uma medida necessária

Ministro de Estado considera reforma nas FAA uma medida necessária

Após 43 naos de edificação das Forças Armadas angolanas, 47 oficiais generais e almirantes passam à reforma, uma medida administrativa necessária, no sentido de produzir os efeitos jurídicos desejados.

Segundo o Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, a reforma não pode ser vista como sinónimo de incapacidade, ou seja, afastamento, mas a dinâmica da passagem de geração para geração, possibilitando que os mais novos prossigam com a missão. O general Pedro Sebastião falava na cerimónia oficial da passagem para a reforma de oficias generais, e acrescentou que o país poderá contar com os oficiais generais recém-reformados em todas as etapas das diversas conjunturas, quer sejam políticas, militares, económicas, ou sociais.

“A cerimónia é simples, mas de grande simbolismo e significado, cuja trajetória marca de forma indelével as Forças Armadas”, referiu Pedro Sebastião.

Apesar, do ministro de Estado ter reconhecido as tarefas desafiantes e penosas que estes oficias generais enfrentaram, ressaltou o facto de as terem vencido.

Acrescentou que a dedicação e abnegação destes filhos da pátria “tornou possível o acréscimo do exercício da cidadania por via da garantia da efectiva paz, segurança, tranquilidade e de respeito pelos direitos fundamentais constitucionalmente consagrados.

“A Nação é forjada por patriotas e nenhum país sobrevive sem esta qualidade de cidadãos”, disse Sebastião, para quem a Pátria pela qual consentiram sacrifícios “continuará a contar com a vossa contribuição”.

A ordem de passagem para a reforma foi expressa na última Quinta-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, por limite de idade e de carreira. Várias figuras das Forças Armadas angolanas testemunharam o acto oficial, tendo sido homenageados alguns oficias generais e almirantes.

Oficias reformados honrados com a entrega da arma e uniforme

O oficial general recém reformado Baltazar Diogo considerou, em nome do colectivo, reinar o sentimento de missão cumprida, tendo em conta o serviço militar activo para o qual foram designados. “Fiel à nossa bandeira e à Constituição da Republica de Angola, declaramos-nos prontos para quando a pátria nos chamar”.

Já para o antigo Chefe de Estado- Maior das Forças Armadas angolanas general Geraldo Sachipengo Nunda, foi no exército onde fez a sua vida.

Nesta altura, acrescentou, há o sentimento de gratidão, um sacrifício que a Pátria agradece.

“Desejos que a nova geração se dedique nos estudos, algo bastante importantes para um militar, assim como ahumildade e dedicação face aos desafios actuais”.

Já para o general na reforma Francisco Pereira Furtado, a passagem à reforma não pode significar o fim da vida. Para ele, existem ainda muitos desafios pela frente, mas lembra com nostalgia alguns momentos que promete retratar num livro, na forja, sobre as suas memórias.

“Chamavam-me de ‘pioneiro’, nome de guerra, pois quando entrei para o exército era um dos mais jovens. É no exército onde fizemos a nossa vida, marcados por momentos bons e maus que vou contar na minha obra de memórias”.