Rússia envia especialistas militares para a República do Congo

A Rússia está a enviar especialistas militares para a República do Congo para atender e equipamentos militares russos, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na Sexta-feira.

O Congo faz fronteira com a República Centro-Africana (RCA), onde Moscovo tem uma missão aprovada pela ONU, e se tornará um dos poucos países africanos com uma presença oficialmente confirmada de militares russos no local.

Nos últimos anos, Moscovo pressionou por influência no continente – onde a China tem uma grande presença económica – assinando acordos de cooperação militar com cerca de 20 países africanos.

Peskov, numa teleconferência com repórteres, desconsiderou questões sobre quantos especialistas militares a Rússia enviará à República do Congo e se eles são soldados regulares ou contratados privados que trabalham para o Governo russo.

Ele disse que espera-se que eles consertem equipamentos militares e munições que haviam sido fornecidos anteriormente.

“Grande parte desse equipamento ainda pode ser usado se houver manutenção adequada e essas pessoas, que são enviadas para lá, consertarão as munições”, disse Peskov.

O acordo militar foi assinado na Quinta-feira após conversas entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o seu homólogo congolês, Denis Sassou Nguesso, no Kremlin.

A Rússia doou centenas de armas e enviou mais de 200 instructores para a República Centro-Africana no início deste ano para reforçar a luta do Governo contra grupos de milícias, depois de receber uma isenção de embargo de armas da ONU.

A Reuters informou anteriormente que as tropas russas e empreiteiros estavam em missões no Egipto, Líbia e Sudão, embora apenas no caso do Sudão as autoridades russas reconhecessem a sua presença.