E assim…

E assim…

O rumo decidido pelo Presidente João Lourenço parece não estar a ser bem entendido por muitos do seu “staff ”. É mesmo hora de se fazer coisas, o “jajão” já não pega, o povo está farto. Malanje e Benguela são apenas exemplos de pessoas que assumem que merecem muito mais que viver sem água nas torneiras das suas casas, potável, sem electricidade, sem transportes públicos, sem serviços de Saúde decentes, sem Educação pública como deve ser, sem jardins, sem um ambiente respirável. Mas o “staff ” que nem se atreva a sonhar que as coisas se ficam por aí, pelas manifestações nas capitais destas duas províncias neste Sábado, estas coisas costumam a ser apenas o rastilho, daqui a pouco serão outros pontos do país. E não adianta culpar a governação passada, depois de se ter elevado tanto a fasquia, a porta está aberta e o povo deu-se conta do sufoco que não pode mais suportar.

Parece o fim do Governo se as pessoas saírem à rua? Não necessariamente. Mas pode ser o estímulo para que os governantes trabalhem, de facto, para a satisfação das necessidades das pessoas. E também para a substituição de quem não trabalha.

Este momento era necessário, ser dirigente tem de passar a significar trabalho, e não o usufruto de benesses ou de direitos partidários ou familiares de alguns. Há que mostrar competências, não apenas o cartão e o sobrenome. E de uma vez por todas, os nossos governantes têm de se situar no século XXI. É verdadeiramente absurda a forma como as pessoas comuns vivem em Angola, mais absurda ainda quando se olha para a ostentação “gentia” de alguns dirigentes. E é o fim da picada quando se percebe que boa parte deles é absolutamente incompetente.

Com o rumo que decidiu, ou João Lourenço alinha bem o seu “staff ”, ou o povo lhe troca as voltas.