Duas mil igrejas ilegais encerradas no país

Mais de duas mil confissões religiosas ilegais e centenas de lugares e sítios de culto que funcionavam fora das normas estabelecidas foram encerradas no país, segundo revelações feitas pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, ontem, em Caxito, província do Bengo.

A ministra, que falava na sessão de abertura do VII Conselho Consultivo Alargado do sector, afirmou que nos últimos 12 meses se registaram progressos em matéria de definição do papel das congregações religiosas, seja no quadro da espiritualidade, seja no domínio social e legal. Com a aprovação e a recente publicação em Diário da Republica da Lei da Liberdade de Religião, Crença e Cultura, afirmou, o Estado passou a assumir o seu papel definidor da acção destas congregações, separando as que exercem realmente uma acção social forte das que mais se assemelhavam a empresas com rótulo religioso.

A ministra advogou a necessidade de se acompanhar mais de perto a acção das congregações religiosas, de modo a que as populações deixem de ser ludibriadas por falsos profetas que vendem ilusões a troco de dinheiro ou de outros favores. “As congregações religiosas, sem excepção, precisam de ser importantes parceiros do Estado, no quadro da execução de políticas públicas sociais”, reforçou Carolina Cerqueira. O país conta com cerca de 80 igrejas legalizadas a exercer as suas actividades em todas as províncias.

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