Editorial: O destapar da vergonha

A Empresa Pública de Água de Luanda (EPAL) deverá assumir totalmente o controlo da gestão dos pontos de venda de água (girafas) na capital angolana, a partir do início de 2020, anunciou uma fonte próxima ao processo”. Esta notícia foi divulgada pela ANGOP, ontem. Fica assim clara ligação entre a falta de água em zonas urbanizadas e a multiplicação de camiões-cisterna na exploração do negócio da água por operadores privados. Poucos não foram os que acederam aos títulos das girafas sem que se tenha memória de um concurso público. Ou seja, o Estado lavou as mãos e deixou que alguém enchesse os bolsos no negócio da morte, já que água é vida quando bem tratada e democraticamente distribuída.

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