O Governo angolano entrega à família, formalmente, esta terça-feira, os restos mortais do antigo líder e fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, em acto a ter lugar na sede municipal do Andulo, na província do Bié.

O Governo angolano entrega à família, formalmente, esta terça-feira, os restos mortais do antigo líder e fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, em acto a ter lugar na sede municipal do Andulo, na província do Bié.

A comissão multissectorial que acompanha o assunto e familiares do malogrado viajaram, esta terça-feira, de Luanda para o Cuito, sede da província do Bié, de onde seguirão para o município do Andulo.
A urna contendo os restos mortais de Jonas Savimbi, entregue na manhã de hoje, na cidade do Luena, no Moxico, onde estava enterrado, seguiu por via aérea para o município do Andulo, onde terá lugar a entrega.
O inspector geral da Saúde, Miguel dos Santos Oliveira, procedeu à entrega da urna à sub-comissão técnica da Saúde e Justiça, representada pelo conservador da Comarca do Moxico, Alberto Tchicomba.
O programa das cerimónias prevê, para o próximo sábado, 1 de Junho, a inumação (enterro) de Jonas Savimbi, no cemitério da aldeia Lopitanga, município do Andulo, província do Bié, cerca de 130 quilómetros a norte da cidade do Cuito.
O sepultamento definitivo dos restos mortais do antigo líder político surge depois da confirmação laboratorial de que as amostras recolhidas do cemitério do Luena pertencem realmente a Jonas Savimbi, contra algumas dúvidas que pairavam no ar em relação esta questão.
Nascido na localidade de Munhango, na província do Bié, a 3 de Agosto de 1934, Jonas Savimbi morreu, em combate, no Lucusse, província do Moxico, a 22 de Fevereiro de 2002, e havia sido enterrado no cemitério municipal do Luena.
O político havia manifestado, ainda em vida, que, quando morresse, fosse enterrado no cemitério da aldeia de Lopitanga, município do Andulo, província do Bié, junto à tumba dos seus progenitores.

Entretanto na manhã desta terça-feira a  UNITA acusou   o Governo de estar “a humilhar” as exéquias fúnebres de Jonas Savimbi, cujos restos mortais foram entregues na segunda-feira no Luena, província do Moxico, e não hoje no Cuíto tal como fora acertado.Em declarações à agência Lusa, o coordenador da comissão para as exéquias fúnebres do líder histórico da UNITA, Álvaro Chik Wamanga, mostrou-se indignado depois de a família e grande parte da direção da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), incluído Presidente Isaías Samakuva, estar no aeroporto Joaquim Kapango, no Cuíto, província do Bié, e não ter recebido os restos mortais de Jonas Savimbi.