Abel Chivukuvuku esclarece estado de saúde

Abel Chivukuvuku esclareceu ontem, em Luanda, os rumores sobre o seu estado de saúde, alegando que as crises que sofreu no dia 25 de Abril do ano em curso não têm nada a ver com envenenamento, como apontavam algumas especulações

Numa conferência de imprensa que serviu para esclarecer o seu estado de ansiedade e amainar a preocupação criada em torno da crise que sofreu no final do mês de Abril, Abel Chivukuvuku esclareceu que sofre de uma mutação genética fora do comum na composição do sangue, chamada “talas semia”. Essa mutação, segundo explicou, tem uma consequência positiva e uma negativa. Sublinhou que a consequência positiva é que ela bloqueia as doenças tropicais e a negativa é a possibilidade de o individuo sofrer de baixa hemoglobina crónica, o que no seu caso o levou a internamento hospitalar a 25 de Abril, nos cuidados intensivos da clínica Girassol, originando, na sequência, outras complicações no seu organismo que culminaram com uma evacuação para o exterior do país.

O médico particular da família, Xavier Jaime, explicou que para além do antecedente da talassemia, Abel Chivukuvuku foi diagnosticado na altura com hipertensão e malária grave, o que, consequentemente, o levou a uma insuficiência renal aguda que culminou com sessões de hemodiálise. Disse que o paciente sofreu ainda de insuficiência respiratória, o que determinou a sua transferência para a África do Sul no dia 02 de Maio, onde esteve a receber tratamento médico até plena recuperação. Abel Chivukuvuku aproveitou a ocasião para agradecer a todos os angolanos pela preocupação manifestada, à família e às igrejas pelas orações. Os seus agradecimentos estenderam-se aos seus correligionários na caminhada política, ao corpo clínico e às instituições públicas na pessoa do Presidente da República, João Lourenço, por ter movido os mecanismos para a sua transferência ao exterior do país.

Sistema de saúde

Apesar de ter reconhecido a qualidade do corpo clínico nos cuidados recebidos na clínica local em que esteve internado, Abel Chivukuvuku disse que a clínica Girassol fez o melhor que podia para estabilizar o seu estado de saúde, mas lembrou que a mesma é privada e, apesar de prestar serviços pela empresa estatal Sonangol, não pode servir de padrão para avaliar o estado da saúde pública no país, que considerou ser ainda muito débil perante os cenários de insuficiências que os hospitais públicos apresentam.

Próximos tempos na vida política

Sem avançar os próximos passos da sua vida política, Abel Chivukuvuku pediu aos angolanos para aguardarem, que “terão uma surpresa na primeira quinzena do mês de Agosto”. Sobre a hipótese de criação de um novo partido político, disse não estar preocupado com a perseguição que entende existir ainda nos órgãos de justiça. “Temos ainda órgãos de justiça que não perceberam que o país está a evoluir para reformas e ainda estão a viver no passado a perseguir pessoas”, disse.

Exéquias de Jonas Savimbi

Olhando para o contexto actual que o país vive, das exéquias do presidente fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi, Abel Chivukuvuku disse que deve ser reconhecido e agradecido o gesto do actual Presidente da República, João Lourenço, que decidiu libertar os restos mortais de Jonas Savimbi “depois de dezassete anos de prisão mesmo já morto”. Do ponto de vista processual, referiu que o papel das instituições do Estado é apenas entregar os restos mortais à família, porque os actos subsequentes são um direito dos familiares, com apoio da UNITA, de determinarem que natureza de cerimónias deve ser feita. Face as desavenças que vão surgindo na comunicação social, recomendou o máximo de serenidade, diálogo e acertos.

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