Carta do leitor: Gangues: uma praga no Sambizanga?

POR: Nekuto Landu, Sambizanga,
Luanda

Director do jornal oPAÍS, votos de uma Quinta-feira de paz, amor e saúde, sobretudo nesta profissão, o jornalismo. Muito obrigado pela oportunidade. Há dias assisti ao programa Fala Angola, na Tv Zimbo, cujo apresentador é o Salu gonçalves, aproveito o momento para felicitar também aquela cadeia televisiva pelo trabalho que tem feito, aliás, tem ajudado o Executivo de João Lourenço a trabalhar. No programa em questão, a luta de gangues, ou seja, de grupos rivais chamou-me a atenção no Sambizanga, em Luanda. os depoimentos prestados por alguns membros, demonstra que o fenómeno é crescente em Luanda e, quiçá, um pouco por todo o país. vários factores endógenos e exógenos têm contribuído para tais desvios de comportamentos. Assim, gostaria que o Executivo criasse uma equipa multidisciplinar para acudir esta situação, tendo em conta a melhor distribuição da riqueza. Isso passa por criar mais postos de emprego e haver uma aposta séria na educação dos cidadãos. Porque, com instituições fortes, os cidadãos saberão o que vem de dentro e fora para haver uma sociedade mais justa à luz do que se idealiza. No Sambizanga, o fenómeno é crescente e há até senhoras que preferem não ir à escola sob pena de serem atacadas ou sofrerem vários abusos e, na eventualidade de oferecerem resistência, só há um caminho: a morte. Por isso, a Polícia Nacional e outros sectores deve criar condições para evitar o crescimento desta praga. Está em causa a paz social…

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