Restos mortais de Savimbi já repousam na Lopitanga

Comoção, dor, tristeza e lágrimas, marcaram ontem, na aldeia de Lopitanga, 32 quilómetros do Andulo, as exéquias fúnebres de Jonas Savimbi, 17 anos depois da sua morte

 

Ireneu Mujoco

 

Enviado ao Andulo (Bié)

 

A urna contento os restos mortais baixou à cova às 14 horas e 03 minutos, acompanhada de uma mistura de cânticos fúnebres e revolucionários entoados por vários grupos corais da Igreja Evangélica Congregacional de Angola (IECA), de que Savimbi era crente, e de grupos corais da LIMA e JURA, organizações feminina e juvenil da UNITA, respectivamente.

 

Era o último adeus a Jonas Savimbi e a concretização do seu desejo, sendo que em vida manifestara a vontade de um dia ser enterrado no lugar onde, a partir de ontem, passou a ser a sua última morada, ao lado dos seus pais Loth Malheiro e Helena Mbundo, e, mais recentemente, lá também ficou seu sobrinho Arlindo Chenda Pena (Ben Ben), antigo vice-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas(FAA).

 

Em marcha lenta, quatro filhos do malogrado, sendo dois de cada lado, ao ritmo de cânticos chegavam ao sarcófago para a deposição da urna, que antes de baixar foi envolvida” por uma oração feita pelo reverendo André Kangove.

 

Para sufragar a alma de Jonas Savimbi, o reverendo Kangove baseou o seu sermão no livro de Génesis, capitulo 47, 28, 31, e Salmos 90.

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