Activista José Patrocínio é enterrado hoje, no cemitério da Catumbela

Na tarde de hoje, Terça-feira, 4 de Junho de 2019, o activista José Patrocínio “Zé Tó”, que morreu vítima de uma paragem cardíaca, receberá o último adeus de quem o estima, no cemitério da Catumbela

O engenheiro agrónomo, activista social e director executivo da Organização Não Governamental Omunga, José António Martins Patrocínio, falecido na madrugada de Sábado no Hospital Geral de Benguela, devido a uma paragem cardíaca, será enterrado hoje. O seu funeral, marcado para as 2h da tarde, ocorrerá no Cemitério da Catumbela, no município com o mesmo nome, vizinho da cidade que o viu nascer a 26 de Dezembro de 1962, o Lobito. Licenciou-se em agronomia na Faculdade de Ciências Agrárias do Huambo, na década de 1980. De regresso a casa, residiu no Bairro da Luz, Lobito, até à data da sua morte.

José Patrocínio partiu com 56 anos de idade, grande parte dos quais dedicados à luta pelo que achava certo: direitos humanos; participando e organizando campanhas diversas em prol de diferentes causas. O derradeiro movimento social em que se envolveu, unindo o nome da Omunga e a vontade da sociedade civil, é a campanha “NÃO À DESGRAÇA NA GRAÇA!!!”, criada contra uma fábrica de fertilizantes autorizada em zona urbana.

Batalha que acreditava que venceria, por ter como fundamento a preservação da saúde pública e defendeu-a como pôde. Contudo, morreu sem ver a vitória concretizada, cabendo a missão a quem ficou. António José Ferreira Patrocínio e Maria Odete Ribeiro Martins Patrocínio foram seus pais e deixou um descendente, Tomás Patrocínio, de 28 anos de idade. Adoptado quando ainda era bebé e criado pelo pai activista no Lobito, hoje, o filho vive no Huambo, para lá transferido por trabalho. “Zé Tó” teve apenas um irmão, mais velho.

Tal como os pais, já falecido. Com a sua morte, a 1 de Junho, ficou Tomás órfão, encerrando- se assim a linhagem de descendência sanguínea directa dessa família. Todavia, e porque, ao longo da vida é possível encontrar-se mais do que um tipo de família, a Omunga foi o lar que Patrocínio fundou e expandiu. Deste modo, têm sido eles, membros da Omunga, os responsáveis por tratar das questões e encargos fúnebres, desde que se soube da partida do activista, ecologista e engenheiro agrónomo, que hoje terá, finalmente, descanso (eterno).

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