Governo detecta mais de 12 mil pensionistas “fantasmas” nos Antigos Combatentes

A proeza é fruto de um cadastramento realizado recentemente pelo pelouro que tem à testa João Ernesto Liberdade, facto que permitiu ao Estado poupar mais de 200 milhões de kwanzas

POR: Constantino Eduardo, em Benguela

O ministro dos Antigos Combatentes disse ontem, em Benguela, que agora o Estado tem noção, fruto do apuramento que fez, do número exacto de antigos combatentes e veteranos da Pátria inseridos no sistema e, como tal, dos carecem de apoio do Estado para a sua inserção social. Habitação e emprego, para citar apenas estes, afiguram-se entre os principais problemas que afligem os antigos combatentes e veteranos da Pátria.  está ciente das dificuldades por que passam milhares dos seus associados, daí que se adiantasse em descrever o quadro como sendo bastante “preocupante”, mas esclarecendo que o Governo liderado por João Lourenço vai encontrar as melhores fórmulas de resolver parte dos problemas que essa franja social enfrenta.

O Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria está a realizar o seu I Conselho Consultivo com as atenções viradas para a melhoria das condições de vida dos antigos combatentes, durante o qual serão abordados temas à volta do quadro social do antigo combatente. O certame, com duração de dois dias, subordina-se ao tema “Por uma reintegração inclusiva e abrangente, engajemos o antigo combatente e o veterano da Pátria”. O ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos Liberdade, revelou que o cadastramento feito recentemente pelo seu sector detectou cerca de 13 mil pensionistas fantasmas e esta proeza permitiu ao Estado poupar avultadas somas em dinheiro.

“Dos 174.837 pensionistas registados, o cadastramento apurou 162.386, ou seja, menos 12.451, o que permitiu poupar cerca de 270. 521. 216, 20 kwanzas”, disse o governante na Segunda-feira, 03, quando procedia à abertura do I Conselho Consultivo do seu pelouro que Benguela acolhe. Entretanto, terminada a fase de cadastramento, esclarece Liberdade, dar-se-á início, já a partir do mês de Julho, ao processo de recadastramento, cuja preparação está neste momento em curso numa acção conjunta e partilhada “com o Ministério das Finanças”. Por sua vez, o governador provincial de Benguela, Rui Falcão, considera imperiosa a reintegração inclusiva dos antigos combatente, de modo a que esta franja veja o seu quadro de vida alterado para melhor.

Já o presidente do Conselho Directivo da Federação dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, tenente-general Ludgério Peliganga, adverte para a necessidade de se continuar a fazer “muito mais” para os antigos combatentes, “para, pelo menos, minimizar os problemas”, porquanto enfrentam dificuldades de vária ordem. Face ao cenário vivido por muitos “compatriotas”, Ludgério Peliganga pede que se melhore as políticas e programas destinados a equacionar, atenuar, atender e resolver as questões comuns, e já bem identificadas, “dos antigos combatentes e veteranos da pátria”.

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