Companhia Artes Sol representa o país no Festival de Teatro em Moçambique

Além da referida companhia participam cerca de 25 agrupamentos, provenientes da África do Sul, Portugal, Espanha e Brasil

A Companhia Artes Sol representa o país na 16ª edição do Festival Internacional Teatro de Inverno (FITI), que decorre desde 22 de Maio até 23 do mês em curso, naquele país. A companhia angolana subirá ao palco no dia 22 e vai apresentar a peça “Tomara que chove, mas bem longe daqui”, que retrata os vários transtornos causados aos citadinos pelas chuvas. Além da referida companhia, participam cerca de 25 agrupamentos, provenientes da África do Sul, Portugal, Espanha e Brasil.

A directora artística do grupo, Solange Caetano Feijó, considerou relevante a participação do grupo no festival, que também vai permitir a realização de palestras, workshops e ensaios abertos. “Praticamente será uma formação para nós e é bom que o artista aprenda sempre. Será a primeira experiência para muitos actores, uma mais-valia porque poderemos ver como é a manifestação cultural daqueles países”, apontou.

Outras exibições

A referida peça será ainda apresentada no Auditório Njinga Mbande na Quinta e Sexta-feiras, às 20 horas e 30 minutos. Solange Caetano Feijó avançou que no Domingo, 8, farão a apresentação da peça infantil “O gatuno da alegria”, na Casa da Juventude de Viana. Disse que a exibição deve-se aos pedidos dos pais, que no dia 1 do corrente acompanharam a mostra da mesma. Ainda neste dia, farão a apresentação da peça “Quero engravidar” no período nocturno. “Depois desses espectáculos faremos uma pausa, para assim nos prepararmos e viajar para Maputo, onde representaremos o nosso país naquele evento”, aferiu.

Sinopse

“Tomara que chova, mas bem longe daqui” aborda os problemas causados pelas fortes chuvas que caíram numa cidade e provocaram vários transtornos aos habitantes e preocupa os governantes. O enfoque da peça assenta essencialmente nos problemas diários ocorridos na capital, em época chuvosa. A peça foi encenada na perspectiva de levar à reflexão alguns temas peculiares da sociedade, como os princípios da igualdades e transparência na gestão do erário público, O enredo vislumbra-se principalmente num conflito entre a verdade e a falsidade, onde o “fiscal chuva” procura sempre desvendar algumas obras imperfeitas de curta duração realizadas pelos governantes. No espectáculo, o administrador Cassova, teme a chuva por recear que está ponha a descoberto o mau trabalho prestado às populações em benefício próprio.

O evento

O Festival Internacional Teatro de Inverno é uma iniciativa da Associação Cultural Girassol que teve o seu início em 2004 com o objectivo de apoiar os grupos amadores de teatro através da divulgação do seu trabalho artístico, associativismo cultural e formação de actores, tendo inicialmente sido de carácter competitivo. A presente edição é de carácter demonstrativo, tendo como objectivo a divulgação do produto artístico dos grupos, a troca de experiências e a capacitação dos actores. Um balanço à edição do passado indica que o festival movimentou cerca de 250 artistas entre actores, actrizes, dançarinos e músicos, tendo registado uma assistência de pouco mais 3 mil pessoas que durante quatro finais de semana afluíram aos locais de realização dos espectáculos.

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