Equipa médica tenta travar surto de malária em Quilengues

Equipa médica tenta travar surto de malária em Quilengues

POR: João Katombela, na Huíla

Uma equipa de emergência médica, integrada por técnicos do Gabinete Provincial da Saúde na Huíla e do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA) trabalha, desde ontem, no município de Quilengues para lidar com o surto de paludismo que afecta a localidade. Na edição nº 1492 deste jornal, de Domingo, os munícipes de Quilengues relatavam que morrem diariamente entre oito a dez crianças em consequência de uma doença que consideravam “estranha”. As autoridades locais contrariam esse dado, afirmando que a cifra é de um caso por dia. A equipa chefiada por Luciana Guimarães, directora do referido gabinete, está a auxiliar os quadros locais a garantir uma melhor cobertura aos pacientes, em função da gravidade do caso.

“Estamos neste momento (desde ontem) a ajudar a Direcção Municipal a melhorar o diagnóstico e tratamento de doentes com malária, formação em trabalho com ajuda”, revelou à imprensa. Por outro lado, a responsável do sector da Saúde na província da Huíla detalhou que a equipa é composta por 15 pessoas, entre médicos e enfermeiros, bem como uma equipa de fumigadores. “Nós temos cá uma equipa, uma no Hospital e outra a fazer o controlo da actividade anti-larval. Estamos a controlar os casos mais graves”, detalhou. Sem adiantar o tempo de permanência da referida equipa, Luciana Guimarães garantiu, em exclusivo a este jornal, haver medicamentos suficientes para controlar a doença.Assegurou que a situação da malária no município de Quilengues já está a ser controlada, pelo que apela à população a manter-se calma e a procurar os serviços de saúde sempre que houver qualquer sintoma de malária.

Recolhidos mosquitos para estudo

O director municipal da Saúde no município de Quilengues, Tito António, disse que em função dos elevados números de casos de malária na municipalidade, procedeu-se à recolha de mosquitos para efeitos de estudo, de forma a se avaliar os principais vectores da doença, com vista ao seu combate. O gestor público avançou a este jornal que as referidas amostras foram já enviadas para um laboratório especializado na cidade do Lubango. Esclareceu que o Centro de Saúde estava limitado para atender cabalmente aos seus utentes, pelo número reduzido de camas e de recursos humanos. O atendimento era apenas feito por dois médicos. O número de pacientes que diariamente acorre ao único centro de saúde no município de Quilengues, a 144 quilómetros da cidade do Lubango, com diagnóstico de malária, faz com que os serviços sejam prestados com alguma deficiência. O município de Quilengues conta com 68.682 habitantes, segundo Censo de 2014, e tem uma rede sanitária composta por 19 unidades, sendo que o único centro de referência, com uma capacidade de 37 camas, localiza- se na sede municipal, onde diariamente são atendidos 400 casos de malária.

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