História arqueológica do Féti espelhada em arte na Jahmek Contemporary Art em Luanda

História arqueológica do Féti espelhada em arte na Jahmek Contemporary Art em Luanda

“O kufeti(ka)”, a mais recente exposição da artista Iris Buchholz Chocolate, entra hoje no seu oitavo dia com novas visualizações pelo público apreciador das artes plásticas, estudantes, turistas e artistas. a mostra, com a curadoria de Tila likunzi, reflecte a arqueologia da mente, as memórias da realeza, mineração, caça, guerra e identidade cultural, estimulando uma atmosfera de redescobrimento do passado e da história da nossa existência. a exposição está inserida no programa educativo okuoya, em língua nacional umbundu, que em português significa (completar), e inclui a abordagem de vários temas ligados à arqueologia, astronomia, à metalurgia, às culturas materiais e ao património cultural.

A colecção okufeti(ka), estará ao dispor do público até 31 deste mês, na Jahmek contemporary art, no bairro dos coqueiros, em luanda. Foi inicialmente inspirada por um livro do etnólogo alemão Alfred Schachtzabel, sobre as viagens no centro e Sul de angola do etnólogo, onde visitou a estação arqueológica do Féti em 1913. Este local de vestígios arqueológicos, segundo a comissária, é um dos maiores da África austral e está situado próximo da confluência dos rios cunhongamua e cunene. Era o povoado central de uma sociedade complexa e provavelmente a capital do reino. a particularidade do sítio consiste no facto que é bem lembrado na tradição oral ovimbundu através do mito de criação Féti. a exposição reproduz a história esquecida e é composta por obras que reflectem a arqueologia da mente, as memórias de realeza, a mineração, a caça, a guerra e a identidade cultural, estimulando assim a uma atmosfera de redescoberta do passado e da história da nossa existência.

A artista

Iris Buchholz chocolate nascida na Alemanha em 1974, formou-se em design de comunicação, especializando- se em teoria, texto e concepção. Vive e trabalha em Luanda. grande parte do seu trabalho coloca em questão noções de percepção e memória, algures entre o cânone da história, com as suas narrativas lineares, e o arquivo da memória colectiva. Questionando o silêncio, as suas obras carregam experiências passadas e reflectem sobre apropriação e reprodução cultural, fazendo referências claras à cultura local como o substrato desse questionamento. Usando diferentes meios e trabalhando em estreita colaboração com artesãos locais, Ísis desenvolve uma narrativa que engloba diversos momentos e questiona as suas consequências na memória.

Exposições realizadas

Iris Buchholz chocolate participou em várias exposições individuais, das quais, “a Sul”, em 2016. “o Sombreiro”, com curadoria de andré cunha, Maan, luanda, angola. 2015 “amigo, performance, luanda, angola”. 2013. “os Sonhos do Embondeiro, com curadoria de Suzana Sousa, Siexpo – Museu nacional de história natural, em luanda, 2001 “das los”, intervenção artística na cidade, Kulturforum Schorndorf, alemanha. igualmente participou em várias colectivas.