Mais de 90 empresas dos sectores mobiliários e da madeira estão licenciadas

Mais de 90 empresas dos sectores mobiliários e da madeira estão licenciadas

Actualmente, 94 indústrias do ramo da madeira e do imobiliário estão licenciadas, o que inclui a fabricação de sofás e de colchões, disse a ministra da Indústria, Bernarda Martins, na abertura da primeira edição da Feira das Indústrias do Mobiliário e Madeira de Angola (FIMMA) que decorre desde ontem na Zona Económica Especial (ZEE) Segundo a governante, as referidas empresas empregam um total de três mil trabalhadores, sendo que, em média, cada uma emprega cerca de 30 colaboradores, das quais apenas quatro deste sector empregam mais de 100 trabalhadores.

Disse ainda que, quanto as estatísticas de produção dessas indústrias, realizadas pelas próprias empresas e entregues ao Ministério da Industria, revelam que há uma quebra de produção generalizada entre 2014/2017, com excepção de alguns produtos, nomeadamente, carteiras escolares, madeira serrada, produtos em madeira para a construção civil, paletes e sofás, tendo o último registado maior subida de produção relativamente aos anos anteriores. Referiu que a indústria da madeira é particularmente sensível à situação económica, aconselhando no entanto, a inovação em termos de optimização de processos produtivos, por forma a torna-los mais simples para melhorar a produtividade.

“A indústria da madeira e do mobiliário no país já tem algumas empresas com alguma dimensão, desde tecnologia avançada, design apelativo e de boa qualidade”, frisou. No acto, a ministra disse que dentro de um período de curto prazo o país vai integrar a zona de comércio Livre da SADC um espaço económico que actualmente ainda não aproveitar, excepto com a África do Sul e a República Democrática do Congo. Segundo a responsável, o mercado africano oferece às empresas nacionais 1,2 mil milhões de consumidores, sendo que os diversos países encontram-se a negociar uma Zona de Comércio Livre Continental, que quando concretizado será o maior bloco comercial do mundo. “Pensamos existir aqui uma oportunidade para as empresas angolanas em geral, mas, em particular da indústria da madeira e do mobiliário se lançarem na exportação, começando por estudar mercados, suas tradições e estilos preferenciais por formas a oferecerem uma gama de produtos “, disse.