População da Quiçama clama por vias de acesso

O vice-presidente da República, Bornito de Sousa, deslocou-se ontem a quatro comunidades da Quiçama (província de luanda) onde foi informado de que a falta de vias de acesso tem sido uma das maiores causas do baixo índice de desenvolvimento daquela população

O administrador municipal para a área Técnica da Quiçama, Nelson Diogo, referiu ontem, ao vice- presidente da República, Bornito de Sousa, na Quiçama, que a falta de estradas em condições tem sido o maior de vários problemas que a comuna tem registado, o que força à migração da população para outras áreas. A falta de electricidade e de água potável tem dificultado também a possibilidade de distribuição de outros serviços básicos aos munícipes.

As comunas da Quiçama, segundo Nelson Diogo, estão separadas umas das outras por entre 7 a 70 Km de distancia e, por causa da degradação das estradas, o vice-presidente da República realizou a visita fazendo-se transportar num helicóptero que aterrou na comuna do Quixinge antes das 8 horas da manhã de ontem. “O vice-presidente fez a visita às comunas de helicóptero porque se o fizesse por estrada seria um martírio”, disse o responsável municipal, acrescentando que a população da Quiçama se encontra esperançosa nos resultados desta visita, ou seja, que dela advenha a resolução dos problemas. Disse também que no primeiro dia foram visitadas quatro das cinco comunas daquele municipio o Quixinge, Mumbondo, Muxima e Demba-Chio.

Manifestou ainda que a elevada extensão territorial do Parque Nacional da Quiçama tem causado o isolamento de três comunas, embora compreenda que o assunto carece da análise das entidades de direito. Por outro lado, o administrador da comuna do Demba-Chio, Francisco Garcia, considera que nenhuma sociedade se desenvolve sem estradas, e que apenas consegue chegar a cada comunidade (o desenvolvimento) abrindo- se picadas e estradas terciárias que possam desembocar na estrada nacional nº 110, passa por aquela área. O responsável manifestou-se preocupado porque a comunidade consome água imprópria de cacimbas e nascentes, tem de percorrer 55 km apé até ao município sede da Quiçama e algumas vezes se deslocam por cima de camiões, o que tem resultado em acidentes.

A falta de energia eléctrica para a conservação dos produtos, por sua vez, desincentiva uma maior produção agrícola. “Com a abertura das vias, acredito que a comuna voltará a crescer”, disse, Francisco. Já a anciã de 80 anos Josefa Malembe, residente na comuna de Demba-Chio, espera que a visita do vice-presidente possa melhorar a condição de vida de toda a população. Hoje, 6 de Junho, Bornito de Sousa vai a Cabo Ledo, e pretende visitar a futura central térmica, o centro materno infantil, o gerador da zona 10 e o Parque Nacional da Quiçama.

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