Registados 50 mil casos de sarna desde Janeiro na Huíla

Cinquenta mil casos de sarna foram identificados pelas autoridades sanitárias da província da huíla de Janeiro até à presente data, revelou ontem a directora do gabinete Provincial da Saúde, luciana guimarães

O município do Lubango é o mais afectado, com perto de 12 mil casos deste surto que se alastrou por todos os municípios da província da Huíla, desde o ano passado. A maioria dos doentes encontram-se na comuna da Quilemba, nos bairros da Tchavola e Kwaua. A directora do Gabinete Provincial da Saúde, que falava à margem da primeira Reunião Ordinária do Governo local que decorreu no município de Caluquembe, informou que já estão em curso algumas acções para contrapor a propagação da doença que ataca principalmente as crianças.

Luciana Guimarães adiantou que tais acções consubstanciam- se na distribuição de medicamentos contra a sarna e ainda na mobilização das famílias para que redobrem as suas condições de higiene e o saneamento do meio. “Já foi feita a distribuição do primeiro lote que chegou e vamos receber mais ainda esta semana, é a preocupação da senhora ministra e do senhor governador que haja uma paragem, já, nos números. Vamos tentar bloquear ao máximo possível esta doença”, disse.

Acção Social envolvida no combate à doença Com vista a reduzir os casos de sarna na Huíla, a directora do Gabinete Provincial da Saúde explicou que foi estabelecida uma parceria entre este gabinete e a Direcção da Acção Social, virada para a promoção do saneamento básico do meio. De acordo com Luciana Guimarães, esta parceria visa a sensibilização de todas as mulheres com o objectivo de potenciá-las com ferramentas que lhes confiram capacidades para identificar e tratar a doença com recurso a alguns medicamentos caseiros.

“Haverá um encontro no dia 11, portanto, na próxima semana, que será presidido pela Direcção Provincial da Acção Social, com as principais gestoras das nossas famílias que são as mulheres, estas vão receber formação e informação de como é que podem evitar esta situação, e do que é que nós temos aqui ao nível dos mais necessitados, como folhas de goiabeira e o uso da chandala (aloé vera), para ajudar a mitigar os sintomas e sinais da doença”, revelou. Esta parceria, segundo Luciana Guimarães, estende-se também ao sector da educação. Neste sector, disse, alguns professores já estão a ser capacitados no sentido de eles serem os transmissores dos cuidados a ter com a sarna, já que ela é uma doença também de fórum higiénico. “Eu creio que muito em breve vamos ter o declínio nos números aqui apresentados desta doença”, garantiu.

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