INALUD recebe medalha de mérito da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) outorgou ao Instituto Nacional de Luta Anti – Droga (INALUD) uma medalha de mérito “Mundo sem Tabaco 2019” pelo trabalho que tem desenvolvido no combate e controlo do tabagismo. O acto teve lugar ontem, em Luanda, nas instalações da instituição angolana

directora nacional do Instituto Nacional de Luta Anti – Droga, Ana Graça, reafirmou que a sua instituição vai continuar a trabalhar com o objectivo de eliminar o consumo de tabaco e outras substâncias que prejudicam a saúde do cidadão. Quanto ao reconhecimento, disse esperar que seja o primeiro de muitos.

Trabalhar e lutar fazem parte dos currículos de todos que auguram dias melhores para que as gerações vindouras possam nascer e brilhar. “Isto é ter fé, e vamos trabalhar com entusiasmo, responsabilidade, porque somos parte de todo o processo de reconstrução nacional”.

Na ocasião, o secretário de Estado da Saúde para a área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, disse que, com a distinção do INALUD, Angola fará parte da lista de países que têm vontade expressa de prevenção do tabaco. Sendo que o tabaco mata mais de oito milhões de pessoas a nível do mundo e as mortes acontecem mais nos países em desenvolvimento, de que fizemos parte.

Está comprovado que o tabaco é uma substancia maléfica que traz várias doenças, desde ao cérebro até à ponta da unha do pé. Quanto aos fumadores passivos, disse que a franja mais afectada tem sido os mais jovens, seguido de adolescentes e crianças.

Pelo facto, Leonardo Inocêncio disse que o INALUD tem feito o papel de desaconselhar a produção deste produto, seguindo os regulamentos da União Africana e as leis do país. A meta para este ano é ter menos 30% de fumadores em relação ao ano passado.

O representante da OMS em Angola, Hernando Agudelo, explicou que todos os anos a sua instituição reconhece indivíduos ou organizações em cada uma das seis regiões do continente pelas suas realizações na área de controlo do tabagismo.

O prémio é concedido a cada pessoa ou organização seleccionada, reconhecendo a contribuição para o controlo do tabaco, tendo em conta que o seu fumo é perigoso, contém mais de sete mil substâncias químicas, 69 das quais consideradas cancerígenas.

O tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano, sendo que mais de seis milhões dessas mortes resultam do uso directo do tabaco, enquanto cerca de 890 mil são de não-fumantes (expostos ao fumo passivo).

Segundo Hernando Agudelo, a epidemia do tabagismo é uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou. Em 2018 foram diagnosticados mais de 39 mil novos casos de cancro do pulmão e foram registadas 37 mil e 748 mortes como consequência do consumo e exposição passiva ao tabaco.

As pessoas que deixam de fumar reduzem em 50% o risco de desenvolverem cancro do pulmão ao fim de apenas 10 anos.

O representante da OMS lembrou que todos os anos, no dia 31 de Maio, a OMS e seus parceiros globais celebram o “Dia Mundial sem Tabaco”. A campanha anual é uma oportunidade para aumentar a consciencialização sobre os efeitos nocivos e mortais do uso do tabaco e da exposição ao fumo passivo, e desencorajar o uso do tabaco em qualquer forma.

Recomendações da OMS

Hernando Agudelo recomendou que o tratamento do tabagismo deve ser parte de uma política abrangente para o controlo do tabaco, juntamente com a criação de espaços públicos livres do tabaco, avisos de saúde nos maços de cigarro, e a proibição da publicidade dos produtos ligados ao tabaco.

Cada país deve fazer uma abordagem individual que inclua intervenções ao nível do comportamento e um ambiente fomentador para encorajar os consumidores a deixarem de fumar.

Os países devem ainda adoptar e aplicar políticas de controlo do tabaco, visando a redução da procura, acabar com a sua promoção e tratar adequadamente a dependência. As políticas deverão incluir as instituições de ensino, estruturas de saúde, locais de trabalho e ambientes desportivos.

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