Dívida retira direito de exploração diamantífera à Kamajico

Uma dívida de mais de 500 milhões de dólares causou a retirada do direito de exploração à Sociedade Mineira de Kamajico, na mina Luo, província da Lunda-Norte, tendo sido revertida desde Maio do ano em curso a favor do Estado.Para além da dívida com os credores, fornecedores e referentes ao pagamento de impostos, a reversão da mina a favor do Estado deve-se igualmente ao baixo nível de produção, baixa receita e altos custos operacionais. Os factos foram avançados Sábado, na localidade do Luo, pelo presidente do Conselho de Administração da Endiama, Ganga Júnior, no final da visita efectuada às minas de exploração diamantíferas na Lunda-Norte. “A empresa operava com prejuízos sucessivos e o seu funcionamento Uma dívida de mais de 500 milhões de dólares causou a retirada do direito de exploração à Sociedade Mineira de Kamajico, na mina Luo, província da Lunda-Norte, tendo sido revertida desde Maio do ano em curso a favor do Estado Dívida retira direito de exploração diamantífera à Kamajico não permitia reembolsar as despesas, de modo que nessas condições a divida iria aumentar com o passar do tempo”, disse. Fez saber que os níveis de produção rondam os cinco mil quilates/ mês, o que é insuficiente para a estrutura de custos, para sócios. Actualmente, a Endiama assume a gestão corrente do projecto, através de uma comissão de trabalho que vai monitorizar toda a actividade, mantendo os postos de trabalho (352) até que consiga novos parceiros e/ou investidores com capacidades financeira. Após a extinção da Sociedade, foram, até agora, estabelecidos acordos com cinco empresas mineiras de especialidade, no sentido de trabalharem com a Endiama, no levantamento de todo o sistema de informação, para se conhecer exactamente o potencial que existe e posterior apresentação de propostas de financiamento. A mina do Luo foi criada em 2003. Informou que o Estado, pelas mesmas razões, reverteu a seu favor a Luarica, que, em breve, alterará os direitos mineiros, com vista a uma melhoria da gestão, reestruturação das infra-estruturas e encontrar novos investidores. Disse que a mina “tem problemas graves” do ponto de vista técnico, tecnológico, de segurança do pessoal e dos equipamentos.

 

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