UM BILIÃO DE CONSUMIDORES ESPERAM PELOS EMPRESÁRIOS ANGOLANOS

“O empresariado privado nacional terá de adaptar-se às novas condições do mercantilismo, tendo em vista que doravante deve não só olhar para o mercado interno, de cerca de 25 milhões de consumidores, mas sim da zona da SADC e do continente com cerca de mais de um bilião de habitantes”, disse ontem em Luanda o ministro do Comércio Jofre Van-Dunem.

De acordo com o governante, que fez este pronunciamento no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro à sua chegada da Etiópia, onde chefiou a delegação angolana a 8ª reunião dos ministros do sector que decorreu na capital Adis Abeba nos dias 7 e 8 do corrente mês, a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) constituiu-se num instrumento fundamental para o aumento das trocas intercomerciais africanas, com vista ao crescimento do continente, considerou no Domingo o ministro do comércio.

“O empresariado privado nacional terá de adaptar-se às novas condições do mercantilismo, tendo em vista que doravante deve não só olhar para o mercado interno, de cerca de 25 milhões de consumidores, mas sim da zona da SADC e do continente com cerca de mais de um bilião de habitantes”, disse ontem em Luanda o ministro do Comércio Jofre Van-Dunem.

“De facto temos de aumentar o comércio interafricano, porque sem o qual não será possível o crescimento no continente, nem o potenciamento das cadeias de valor a todos os níveis” .

“De facto, temos de aumentar o comércio inter-africano, porque sem o qual não será possível o crescimento no continente, nem o potenciamento das cadeias de valor a todos os níveis”, disse o ministro.

Segundo o dirigente, a implementação da “ZCLCA” criará seguramente vários postos de emprego para os países membros, abrirá oportunidades para o sector privado, onde se acredita que este sector vai participar mais alargadamente no capítulo do desenvolvimento do comércio regional e continental.

“O empresariado privado nacional terá de adaptar-se às novas condições do mercantilismo, tendo em vista que doravante deve não só olhar para o mercado interno, de cerca de 25 milhões de consumidores, mas sim da zona da SADC e do continente com cerca de mais de um bilião de habitantes”, considerou.

Relativamente à zona de comércio livre da SADC, Joffre Van-Duném disse que se avizinha a sua entrada em vigor e Angola preparou a sua oferta depois de apreciada pelo sector privado, estando nesta altura em vésperas de ir ao conselho de ministro para ser aprovada e posteriormente ratificada para assim, até ao mês de Agosto, fazer-se a oferta na região. Integraram a delegação angolana o embaixador na Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana, Francisco da Cruz, o Director Nacional do Comércio Externo, Lukonde Luansi, o Chefe Negociador para a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), Videira Pedro, e diplomatas da Embaixada.

Angola encontra-se em fase de preparação de procedimentos internos para a ratificação do Acordo de criação da Zona de Comércio Livre Africana (ZCLCA), depois de ter assinado o documento, em Abril de 2018, em Kigali, numa Sessão Extraordinária da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

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