Editorial: Sangue, o novo negócio

Ao ponto a que chegamos no nosso país, de tudo se tornar negócio, até mesmo a solidariedade, agora, quem for à lunda-Norte ou levas o seu suplemento de sangue ou dinheiro para pagar em caso de necessidade. Mas o mal é geral, chegamos a este ponto em Angola, nem o sangue para salvar vidas é doado voluntariamente. E num país com a elevada taxa de acidentes e de internamentos hospitalares que temos, este é um problema muito sério. Fala-se insistentemente da cultura solidária dos angolanos, mas talvez se deva assumir que as coisas já não são tanto assim. E se se pretende que voltem a ser, então é obrigatório mudar a abordagem e trabalhar rapidamente a comunicação, a educação e as respectivas referencias.

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