CNC alimentou negócio das kinguilas

CNC alimentou negócio das kinguilas

Isabel Bragança foi ouvida ontem pelo tribunal no prosseguimento do julgamento do caso CNC e terá confirmado o que a IGAE constatou no seu inquérito. Os dólares arrecadados pela instituição em alguns momentos foram cambiados no mercado paralelo. Pelo menos mais de 3 milhões de dólares terão sido cambiados para atender as necessidades de uma empresa. Efectivamente, o relatório da IGAE refere este facto como uma das muitas irregularidades praticadas por aquele instituto adstrito ao Ministério dos Transportes.

Uma das raras ocasiões em que Isabel Bragança deu uma informação exacta, terá sido hoje, tendo em conta que tem sido habitual o recurso ao factor “tempo que passou”. Segundo a ré, os factos ocorreram há já algum tempo e neste momento não é capaz de lembrar-se de tudo. Com tanto “titubear” nas respostas, o depoimento de Isabel Bragança, não foi concluído esta semana e será retomado na próxima (Terça-Feira) ainda sob interrogatório da instância dos juízes do julgamento. É expectável que na próxima semana venhamos a conhecer os argumentos de outro réu, depois de concluído o de Isabel Bragança. Até agora já foi ouvido Augusto Tomás da Silva, antigo ministro dos Transportes.

Por ouvir estão outros 3 réus. Além de Isabel Bragança e Augusto Tomás, são réus no caso CNC Manuel António Paulo, ex-director-geral, Rui Manuel Moita e Eurico Alexandre Pereira da Silva, ex-directores adjuntos para a área Técnica e Administração e Finanças, respectivamente, ambos funcionários do Conselho Nacional de Carregadores. Augusto da Silva Tomás, que se encontra detido desde 21 de Setembro de 2018, responde com os restantes funcionários do Conselho Nacional de carregadores por múltiplos crimes. nomeadamente: peculato na forma continuada; violação de normas de execução de orçamento; abuso de poder; participação económica em negócio e branqueamento de capitais.