Presidente endereça condolências ao povo do Mali

Presidente endereça condolências ao povo do Mali

O Chefe de Estado disse ter tomado conhecimento, com preocupação e tristeza, dos acontecimentos que ocorreram na localidade de Sobame Da. “É um acontecimento trágico que se repete no Vosso país, e a respeito do qual o Executivo Angolano e eu próprio manifestamos o nosso mais vivo repúdio, e a nossa firme e vigorosa condenação”, afirmou Lourenço numa missiva a que OPAÍS teve acesso. Na carta, João Lourenço expressa a solidariedade do povo angolano ao povo do Mali no geral, aos familiares das vítimas em particular e estendeu condolências às famílias enlutadas. Um ataque armado nesta Segunda-feira na povoação de Sobame D, no Mali, fez perto de 100 mortos.

Mali pede ajuda internacional para acabar com a violência

De acordo com uma informação divulgada na tarde desta Quinta- feira (13) pela Euronews, o Governo do Mali pediu o reforço da presença dos capacetes azuis da ONU no centro do país para proteger as populações civis e pôr fim ao ciclo de violência. A informação refere que o primeiro- ministro Boubou Cissé esteve na aldeia de Sobane Da, onde ocorreu um novo massacre interétnico. Boubou Cissé pede a conjugação de esforços, nacionais e internacionais, com vista ao processo de paz: “O que se passou é um desafio para todos e deve levar-nos a acelerar as diligências em curso ao nível dos esforços políticos, securitários e económicos para acelerar o processo de paz e reconciliação”. O chefe da diplomacia do Mali, Tiébilé Dramé, pediu, em Nova Iorque, o reforço da ajuda das Nações Unidas, traçando o quadro do drama que o país vive:

“Na história contemporânea do Mali, o nosso país nunca conheceu tantas vítimas e tanta destruição na violência intercomunitária, alimentada pela pressão de grupos terroristas, pela amálgama e pela competição pelo controlo dos recursos naturais e, muitas vezes, pelo ressurgimento de conflitos antigos”. O ataque de Sobane Da, uma aldeia de etnia dogon, não foi reivindicado. Desde o aparecimento em 2015 do grupo jihadista de Amadou Koufa, que recruta os combatentes entre os membros da etnia peul, as comunidades dongo e bombara criaram os seus próprios grupos de defesa e os confrontos multiplicam- se. No dia 23 de Março tinham sido mortas 157 pessoas de etnia peul, na aldeia de Ogossagou. Um massacre que foi atribuído a caçadores dogons. A missão da Minusma, que conta 15 mil capacetes azuis no Mali, termina no fim de Junho.