Abel Chivukuvuku convoca apoiantes para a construção de nova força política

Abel Chivukuvuku reuniu-se com os seus apoiantes de modo a recolher sugestões para o ciclo de concepção e construção de uma nova força política que será conhecida no dia 15 de Agosto do corrente ano.

Por:Maria Custódia

Na presença de mais de quinhentos delegados, o político Abel Chivukuvuku assegurou ontem, em Luanda, que começou o ciclo de concepção e construção de uma nova força política que será a “força da alternância em Angola” e, diferente do passado, inicia um projecto de que todos os cidadãos deverão ter parte na concepção e na construção.

Na 1ª Conferencia Regional Luanda e Bengo dos apoiantes de Abel Chivukuvuku, que decorreu sob o lema :”Por Angola, prontos para o soar do apito”, avançou que a participação de cidadãos das diversas províncias e do exterior é um exercício conjunto que vai permitir com que a nova força política represente nas suas características a vontade da maioria angolanos.

“Já anunciamos que a data limite é 15 de Agosto. Surgirá a nova força política em Angola”, um partido político de raíz, garantiu. Disse ainda que na próxima semana vai deslocar-se a província do Huambo e pretende fazê-lo a todo o país, sendo o foco principal contribuir e recolher sugestões para a materialização do novo projecto.

“Temos a obrigação de construir uma alternância política neste país para que toda a sua potencialidade seja posta ao serviço do cidadão angolano”, disse Chivukuvuku. Eleições Autárquicas.

Avançou também que tem uma agenda com desafios claros, daí a necessidade de se criar em 2019 a nova força política, porque o primeiro desafio será já próximo ano, em 2020, com a realização das eleições autárquicas.

Abel compreende que deverá ser o primeiro passo para se romper com a “hegemonia do partido no poder, o MPLA, quanto ao exercício do poder local”.

Segundo, Abel Chivukuvuku, a nova força política tem que surgir com novas características, com fé redobrada, com novas atitudes, proximidade com o cidadão, acreditando que serão eles próprios que vão reconstruir o país.

Sobre a fonte de financiamento, disse que serão eles mesmos a financiar o novo projecto político.

Condição social crítica Abel Chivukuvuku disse que desde o ano de 2017 a condição social dos angolanos piorou, por causa da desvalorização da moeda, e os produtos da cesta básica estão mais caros, tanto nas praças como nas lojas. “A qualidade de vida dos angolanos baixou tremendamente.

Nos últimos dois anos, tecnicamente, a classe média desapareceu”, disse, e defendeu que enquanto não houver uma reforma constitucional, não haverá uma Angola melhor. Refira-se Abel Epalanga Chivukuvuku é um político angolano que ocupou durante mais de 30 anos posições de destaque na UNITA, mas saiu daquele partido em 2012 para fundar a Convergência Ampla de Salvação em Angola (CASA-CE), de que foi afastado recentemente pelos seus companheiros por alegada falta de confiança.

 

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