Helder da Silva: “Haverá uma grande demanda de petróleo até 2040”

O director geral da BP exploration em Angola, helder da Silva, assegurou que haverá uma grande demanda de petróleo até ao ano de 2040, África, Ásia, China e Índia serão os países e continentes que vão requerer esta demanda de petróleo

O responsável fez esta afirmação ontem em Luanda, no fim da audiência cedida pela Comissão de economia e finanças da Assembleia Nacional.Helder da Silva, disse que foi uma honra muito grande serem recebidos pela 5ª comissão da Assembleia Nacional (AN) e que o objectivo foi de partilhar as projecções de produção de petróleo e da sua demanda no mundo. Segundo, Helder da Silva, com o projecto que chamam de “desafio duplo” que é o crescimento de energia e o corte das emissões de dióxido de carbono (CO2) partilharam o estudo que tem feito e como os resultados destes estudos se inserem no protocolo de Paris.

“A conclusão a que nós chegamos é que haverá uma grande demanda de petróleo ainda até 2040, África, Ásia, China e Índia serão os países e continentes que vão requerer esta demanda de petróleo”, disse Hélder da Silva. Este ano a BP, aqui em Angola, pretende produzir 137 mil barril de petróleo por dia para os dois blocos em que operam o 31 e o 18, disse ainda que estão a trabalhar nas eficiências, na oficialização de poços, na redução de paragens não planeadas e pretendem produzir acima daquilo que está planificado.

Avançou também que em termos de eficiência energética vai haver sempre a procura de petróleo isto “é um facto”, a questão que se passa é de como podem produzir um petróleo mais limpo porque dizem que a indústria petrolífera é poluente, mas pode ser uma indústria limpa, baseando-se na redução de queima de gás. “Neste momento, nas nossas operações reduzimos substancialmente a queima de gás, estamos agora a trabalhar na eficiência dos equipamentos que é para emitirmos menos dióxido de carbono (CO2) e em todos os projectos futuros que iremos executar vamos levar em conta a redução de emissões na atmosfera”, referiu

Investimentos

Avançou também que nos últimos 15 anos a BP já investiu em Angola cerca de 30 milhões de dólares em relação aos blocos que operam 31 e 18 e também os blocos que não operam 15,17 e Angola LNG. Durante este período investiram cerca de 100 milhões de dólares em projectos sociais e cerca de 300 milhões de dólares foram gastos com empresas locais. Cerca de 88% dos funcionários da BB são angolanos bem como 80% dos membros com cargo de liderança. Por outro lado, a presidente da 5ª comissão de economia e finanças da AN, Ruth Mendes, manifestou que a empresa BP Exploration pediu um encontro para apresentar um Outlook do desenvolvimento do petróleo, do gás e das fontes de energia renováveis. Considerou ser um assunto muito importante ao nível daquela comissão de modo a conhecerem o desenvolvimento do petróleo e do gás nos próximos anos bem como a evolução das fontes de energia renováveis.

“A conclusão que nós podemos tirar é que contrariamente àquilo que se ouvia dizer que o petróleo vai acabar é opinião da BP que o petróleo ainda vai ser usado por algumas décadas como fonte de energia”, disse a deputada. Na segunda audiência cedida pela 5ª comissão, ouviram o parecer da ministra da Indústria, Bernarda Martins, a parlamentar disse que receberam a reclamação de um grupo de empresários angolanos da empresa Cristek Ltda, que estão associados a uma empresa estrangeira OM Ltda, os mesmos reivindicam uma concepção directa para implementação de um projecto no pólo de desenvolvimento do Cunje na província do Bié. No entanto, como surgiram outros concorrentes, houve a necessidade de se aplicar a lei da contratação pública. Avançou também que os responsáveis das empresas angolana Cristik Ltda e a empresas estrangeira OM Ltda seriam ouvidos ontem pela 5ª comissão.

 

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