ONU disponibiliza mais de 250 milhões de dólares para nova parceria com o Estado

Paolo Balladelli, coordenador residente das Nações unidas (oNu) em Angola revelou que a sua instituição tem cerca de 284 milhões de dólares para serem implementados ao longo de três anos a nível nacional. As afirmações foram feitas ontem em Luanda, à margem da apresentação do novo quadro de parceria entre a ONU e o país

As Nações Unidas tem um programa com o Governo e os seus parceiros, que será desenvolvido em quatro áreas designadamente a social, de modo a diminuir a pobreza; em jovens e mulheres; criar mais resiliências (capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas) nas populações, sobretudo na agricultura e na produção de alimentos, para o impacto do meio ambiente e a protecção da biodiversidade e na governação, onde almejam ter um Estado de direito, protecção dos direitos humanos e ter uma gestão baseada em resultados.

Para tal, Paolo Balladelli afirmou que, em termos de recursos financeiros, a ONU tem disponível cerca de 284 milhões de dólares para serem implementados ao longo de três anos. Mas para além dos valores monetários realçou o trabalho que as 18 agências da sua instituição vão desenvolver a nível do país no sentido de fortalecer as organizações nacionais. Com intuito de criar capacidades nacionais fortes, e alavancar o desenvolvimento sustentável do Estado com o Norte, no programa dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), agenda 2030, que estabelece um conjunto de 17 objectivos e 169 metas a serem alcançadas pelos países nos próximos 15 anos. Quanto ao quadro da parceria actual entre a ONU e Angola, que termina em Dezembro do ano em curso, explicou que em muitas áreas que intervieram ouve progresso tais como de âmbito social e educação, apesar de que tem de se fazer muito mais.

Segundo, Paolo Balladelli, quando o país melhora em alguns aspectos as suas capacidades fica mais por fazer para chegar aos indicadores considerados o mínimo para ter o bem-estar. No âmbito das novas autarquias, pretendem preparar os municípios para desempenhar os serviços administrativos com base nas novas competências que virão a adquirir. Por outra, no âmbito da governação a ONU prima muito em gestão baseado em resultados, pelo facto de que o orçamento do Estado deve estar claramente relacionada com as acções e resultados. “Porque muitas vezes se regista recursos, mas não se sabe se os resultados foram atingidos, ou vice-versa e não se sabe quantos recursos foram necessário.

Pelo facto deve-se criar muita relação entre recursos e resultados, isto vai resultar em uma cidadania mais ponderada para dialogar com o Estado e verificar se a implementação das políticas dos programas é de acordo o que são as metas definidas”. Paolo Balladelli explicou que o documento será implementado a partir de Janeiro de 2020 e será executado em três anos, de modos a fazer uma sobreposição completa com o Plano Nacional de Desenvolvimento, o objectivo é criar uma sinergia com a parceria das Nações Unidas, PND e agenda 2030 com os 17 ODS. O novo quadro de parceria entre a ONU e o país foi apresentado pelo sistema das Nações Unidas em parceria com o Ministério da Economia e Planeamento, na presença de seus parceiros e os membros do Executivo angolano.

error: Content is protected !!