Antigo director-geral começa a ser ouvido hoje

O antigo directorgeral do Conselho Nacional de Carregadores, António Paulo, começa a ser ouvido esta manhã, depois de terminada a audição a Isabel Bragança. As instâncias esgotaram ontem a audição da única ré implicada no caso CNC

Terminou ontem a audição a antiga directora adjunta do Conselho Nacional de Carregadores, e hoje o tribunal começa a ouvir António Paulo. António Paulo, na sua condição de antigo director-geral, pode acrescentar “novidades” no exercício da procura da verdade em torno do caso CNC, que ontem registou o fim do depoimento de Isabel Bragança. Portanto, hoje espera-se que a sala volte a registar moldura considerável na assistência, tal é a expectativa em torno do início do depoimento daquele que pode corroborar ou derrubar argumentos apresentados por Augusto Tomás e equipa em sua defesa. O antigo director-geral do CNC, que se encontrava em prisão domiciliária juntamente com outros 3 réus, foi posto em liberdade provisória pelo tribunal na semana passada, depois de ponderadas essencialmente razões humanitárias.

Os argumentos da sua defesa de que se encontra com a saúde deficitária e a sua detenção era um handicap nomeadamente para as suas idas e vindas do hospital e realização de exercícios físicos que lhe estão recomendados pelo médico, acabaram por colher deferimento do colectivo de juízes do Supremo que optaram pela sua liberdade provisória. “Dada a idade avançada do réu (quase 70 anos), é de justiça que se altere a sua medida de coacção nos termos do artigo 23 da Lei das Medidas de Coação. Entretanto, fica interdito de sair do país sem previa autorização do tribunal, sujeito a termo de identidade e residência e obrigação de apresentar-se à Câmara Criminal do Tribunal Supremo”, ditou, na altura, o colectivo de juízes.

O caso Conselho Nacional de Carregadores começou a ser julgado pelo Tribunal Supremo a 31 de Maio do corrente e envolve o antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás, que é acusado de seis crimes: um de peculato na forma continuada, outro de violação das normas de execução do plano e orçamento na forma continuada e abuso de poder na forma continuada, além de dois de participação económica em negócio. O antigo ministro é ainda acusado de branqueamento de capitais e está detido no Hospital Prisão de São Paulo desde o dia 21 de Setembro de 2018, depois de interrogatório na Procuradoria Geral da República. No mesmo processo-crime, com o nº 02/19, estão Isabel Cristina Gustavo Ferreira de Ceita Bragança e Rui Manuel Moita, ex-directores- gerais adjuntos para as Finanças e para a Área Técnica do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), respectivamente. São igualmente arguidos Manuel António Paulo, então director-geral, e Eurico Alexandre Pereira da Silva, ex-director adjunto para a Administração e Finanças.

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