Estados Unidos e países africanos procuram fazer negócios em Maputo

A décima segunda cimeira económica dos Estados-UnidosÁfrica arranca, oficialmente, hoje em Maputo, com as atenções viradas para os negócios e o investimento norte-americanos no continente africano, particularmente no sector do gás em Moçambique, onde deverão ser investidos cerca de 50 mil milhões de dólares nos próximos anos

O empresariado moçambicano diz que o encontro vai ser uma oportunidade para estabelecer parcerias com empresas de outros países, sobretudo as americanas, mas reconhece que não tem estado a explorar, ao máximo, as oportunidades previstas no âmbito do Acesso Livre de Impostos da Lei de Oportunidade de Crescimento para a África- AGOA. Os dados indicam que apenas um milhão dos 100 milhões de dólares de exportações moçambicanas para os Estados Unidos da América tiram proveito da AGOA. “É lamentável”, disse o Presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Estados Unidos, Evaristo Madime, sublinhando que Moçambique precisa de exportar mais para os Estados Unidos.

Organizada pelo Governo de Moçambique, em parceria com o Corporate Council on Africa- CCA, a principal associação comercial dos Estados Unidos para a promoção de negócios com África e a Confederação moçambicana das Associações Económicas-CTA, a cimeira vai debater vários aspectos da área económica, mas terá uma certa focalização em segmentos de óleo e gás, agro-negócios, infra- estruturas e construção. O Adido Económico da Embaixada Americana em Maputo, Damon Dubrid, diz que é exactamente nestes sectores onde existem muitas oportunidades de investimento em Moçambique, sobretudo no domínio da energia. “Há um bom ambiente para investimento”, destacou Dubrid.

Entretanto, durante a cimeira, Moçambique e os Estados Unidos da América vão assinar um Memorando de Entendimento na área comercial, cobrindo, segundo o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, as áreas de Agricultura e Pescas, Infra-estruturas, Energia e Turismo, bem como a componente financeira. Para o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, a cimeira EUAÁfrica é importante, porque vai ser uma oportunidade para Maputo reafirmar que está empenhado em reformas económicas que promovam o crescimento da economia. Espera-se que a décima segunda cimeira económica Estados Unidos-Africa tenha a participação de cerca de dois mil homens de negócios americanos e africanos, além de figuras políticas, incluindo 10 Chefes de

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