Hélder Simbad leva ao Camões poemário “Insurreição dos Signos”

“Insurreição dos Signos” é título do novo poemário da autoria do escritor Hélder Simbad, que estará disponível ao público a partir do dia 25, às 18 horas e 30 minutos, numa cerimónia de venda e sessão de autógrafos a decorrer no Camões- Centro Cultural Português, em Luanda

Segundo Adriano Mixinge, autor do Prefácio, “Reflexão, activismo, drama, humor e encanto colocam a “Insurreição dos Signos” no mesmo diapasão de outras criações artísticas e culturais actuais angolanas (…). Uma espécie de disfunção ao “politicamente correcto”, numa reivindicação da importância da irreverência como motor da imaginação e criatividade e de um pleno exercício de cidadania.

O que surpreende, muito gratamente, na obra é a capacidade de gerar tanto associações semânticas e conceituais como imagens poéticas, que, no seu conjunto, parecem contar uma história com diferentes estruturas (poemas com estrutura de peças de teatro, poemas com estruturas musicais etc.) e registos (humor, crítica social, pesquisa lexical, caos e revolução, tradição e irreverência, racionalidade e loucura, boémia e contenção) que entrelaçados, participam na recriação das palavras e da estruturação de um poemário escrito em verso livre.

“Insurreição dos Signos” é, pois, um livro elástico, com uma estrutura curiosa, tanto porque os títulos aparecem no fim dos poemas, porque – é uma opção a não descartar – o livro pode ser lido tanto da primeira à última página como no sentido inverso. Cheio de neologismos, o autor não se coíbe de criar novas palavras por aglutinação e/ou justaposição e/ou por fragmentação, enfatizando, em todos os caos, o dinamismo da vida”.

O autor

Hélder Simbad, pseudónimo literário de Hélder Silvestre Simba André, nasceu, em 1987, na província de Cabinda. Licenciou-se em Línguas e Administração na Universidade Católica de Angola. É docente de Literatura no Instituto de Ciências Religiosas de Angola. É crítico literário. Em 2017, publicou a obra de poesia “Enviesada Rosa”, que venceu o Prémio Literário António Jacinto, edição 2017. Em 2018, publicou, em Lisboa, a obra de poesia “Insurreição dos Signos”.

Em 2019, publicou a novela digital “A Palanca dos Chifres Dourados”. Tem em processo de publicação, o romance “Inquilina: Escuridão da Luz” e “Entre o Primeiro Orgasmo e a Revolução”. Foi convidado para participar no Encontro Literário “Corrente de Escritas”, na Póvoa do Varzim, e no FESTILAB. Tem publicado vários artigos de crítica literária em vários jornais e revistas, em Angola e no exterior. É Secretário-Geral do Movimento Literário Litteragris.

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