Editorial: A intenção não basta

Jornal OPaís edição nº1510 de 20/06/2019

O Ministério da Saúde está a estudar a possibilidade de reduzir ou subvencionar os preços dos medicamentos para os portadores de anemia falciforme, à semelhança dos fármacos para o tratamento de diabetes e hipertensão arterial, segundo o secretário de Estado da Saúde, José da Cunha. A notícia até parece boa. E sim, é boa, mas de nada vale. o Estado angolano deve mesmo subvencionar os fármacos paras as doenças crónicas. E em alguns casos deve fornecê-los gratuitamente. É que há medicamentos muito caros e as doenças não escolhem a classe social das pessoas. Além de que ficar doente não é uma escolha pessoal. há sim, medicamentos que o Estado deve fornecer aos necessitados, por questões humanitárias, por questões de dignidade dos necessitados e do Estado. No caso da anemia falciforme, o Estado tem dois caminhos: apoiar os doentes e educar a sociedade para evitar, ou reduzir ao máximo, o nascimento de novas pessoas com a doença.

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