As passagens de Angola na montra do futebol africano

 

 

Tudo começou em 1996. De lá para cá, o melhor que Angola conseguiu foi, em duas ocasiões, a passagem da fase de grupos, em 2008 e em 2010. O pódio fi ca-lhe distante.

Por: Miguel Kitari

Depois de várias tentativas nas décadas de 80 e de 90 do século XX, a Selecção Nacional de Angola marcava presença pela primeira vez num CAN em 1996. Comandada por Carlos Alhinho (falecido), os Palancas Negras chegaram a África do Sul sem qualquer experiência e não passaram da primeira fase. Somaram apenas um ponto, fruto do empate diante dos Camarões, 3-3. Luís Cazengue “Luiszinho”, Abel Campos, Paulo Alves “Paulão”, Akwa, Márito, Hélder Vicente, Joaquim Alberto da Silva “Quinzinho” (falecido em Abril) e Wilson são alguns dos nomes daquela época. Em 1998 voltaram a disputar a competição, desta vez no Burkina Faso. A equipa liderada por Manuel Gonçalves Necas somou dois pontos, fruto de dois empates e uma derrota. Depois disso seguiu-se um período longo de “jejum” até à qualificação para o Egipto, em 2006, ano em que o conjunto nacional logrou, igualmente, o apuramento ao Mundial, deixando pelo caminho as selecções da Argélia e da Nigéria, tidas como favoritas. No jogo de estreia, no Estádio Militar do Cairo, os Palancas Negras foram derrotados pelos Camarões de Samuel Etoo por 3-0, empate 2-2, no mesmo Estádio, diante do Congo Democrático. E no encerramento da campanha, Angola venceu o Togo de Emanuel Adebayor por 3-2, numa partida disputada no Estádio Nacional do Cairo. No Gana, em 2008, Oliveira Gonçalves voltou a fazer história ao apurar a equipa para a fase seguinte da competição, tendo inclusive derrotado o Senegal, no Estádio de Tamale, por 3-1, com um “soberbo” golo de Manucho Gonçalves. A decepção em casa Em 2010, em Angola, num CAN de triste memoria devido ao empate por 4-4 diante do Mali, logo na abertura, os Palancas não tiveram calma e muito menos uma estratégia que lhes permitisse chegar aos quartosde- final e fazer história, ao perderem frente ao Ghana por 1-0. Foi este Ghana que acabou vencido na fi nal pelo Egipto. Seguiu-se o CAN da Guiné Equatorial, onde Angola não conseguiu repetir a proeza de 2008 e 2010, fi cando na primeira fase. Em 2013, os Palancas voltaram a fi car pelo caminho na primeira fase no CAN da África do Sul, tendo inclusive caído aos pés de Cabo Verde. Nos anos seguintes, os Palancas Negras não marcaram presença.

 

Palancas com “olhos” na vitória, defrontam Tunísia

Mário Silva

Depois da preparação algo controversa com problemas administrativos e fi nanceiros, a Selecção Nacional de futebol defronta na Segunda-feira a Tunísia, na cidade de Suez, em jogo inaugural do grupo E do Campeonato Africano das Nações (CAN), prova que começa hoje na cidade do Cairo, Egipto. A equipa técnica vai procurar lançar para o campo um conjunto forte para ultrapassar os tunisinos, selecção com bastante experiência na prova. Ainda assim, o combinado angolano terá de apostar na transição rápida nas laterais para conseguir uma possível vitória. Aliás, os Palancas Negras às ordens de Srdjan Vasiljevic terão também de ter o plano b quando as coisas não estiverem a correr na perfeição, porque o opositor vai procurar anular gelson Dala, e Mateus Galiano, atletas fundamentais na manobra ofensiva. Para isso, os jogadores terão de redobrar os esforços nos dois dias que faltam para a estreia, de modo a conseguir uma vitória que possa abrir boas perspectivas para o embate da segunda ronda rumo à passagem aos oitavos-de-fi nal.

Ministra presente na cerimónia de abertura

 A ministra da Juventude e Desportos, Ana Paula Sacramento Neto, confi rmou ontem à imprensa que estará esta tarde na cerimónia de abertura da 32ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN), prova que começa no Egipto, às 18:00. Ana Paula Sacramento Neto disse que não vai sair do palco do Africano sem dar o seu apoio a Selecção Nacional que se encontra na cidade Suez, onde disputa os jogos da primeira fase do certame.

Estrelas dentro e fora de África

O futebol africano, pela sua beleza em campo, atrai qualquer amante desta modalidade, por isso o CAN está “gordo” de estrelas que actuam dentro e fora do continente. O egípcio Mohammed Salah, que actua no Liverpool, é um nome a ter em conta nesta prova continental, aliás, está motivado. Conquistou a Liga dos Clubes Campeões da UEFA. Com Salah, o Faraós estão confiantes e acham que pode ser o melhor do continente no CAN do Egipto, uma vez que já deu mostras ao mundo que pode ir mais longe e tem faro de golo. O seu colega Sadio Mane, do Senegal, é outra estrela africana que continua a cintilar no futebol do Velho Continente. Deste modo, é a peça mais importante do Senegal. Quando chegou ao estágio, os seus colegas mostraram-se mais à vontade e escreveram nas redes sociais: “Egipto, estamos a caminho, nos aguardem”, a mensagem foi muito lida pelo mundo. O argelino Riyad Mahrez é a promessa dos argelinos. Campeão pelo Manchester City da Inglaterra, por isso tem a responsabilidade de carregar a sua selecção neste campeonato. O ivoirense Nicolas Pepe do Lille de França também ataca o CAN na esperança de brilhar e dignifi car o futebol da Cote d’Ivoire.O gabonês Aubameyang, do Arsenal da Inglaterra é o grande ausente, aliás o seu país não se qualificou.

 

 

 

 

error: Content is protected !!